08 de julho de 2026

Ainda a mediunidade


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Segundo nos ensina a Doutrina Espírita, mediunidade é a capacidade psicofisiológica que possui o ser humano para servir de intermediário entre os encarnados e os desencarnados. Pelo que está dito a mediunidade é inerente ao ser humano, independente de cor, raça, credo político ou religioso.


Pertence ao homem como uma faculdade que lhe permite entrar em contato com os chamados ‘mortos’.
Aspeamos porquanto não há mortos. Há seres que continuam vivendo em outra dimensão. No universo de Deus, só há vida. Vida em todas as dimensões.


Assim, o médium é um intermediário entre o plano espiritual e o físico.


Transmite aos que estão no mundo físico as informações colhidas dos que residem no mundo espiritual.
Tais informações podem ser recebidas por via oral (mediunidade de psicofonia), pela visão espiritual (mediunidade de vidência), pela escrita (mediunidade de psicografia) ou, ainda, por inspiração (mediunidade inspirativa).


Há inúmeras outras formas de manifestação dos espíritos, mas as principais são as que ora citamos.
Cabe ressaltar também que não foi o Espiritismo que inventou ou descobriu a mediunidade.


Pelas próprias conceituações consignadas, vê-se que está com o homem desde sempre.


Ao Espiritismo coube a importante tarefa de estudar os fenômenos, apresentar as Leis que os governam, mostrar os riscos e, sobretudo, orientar aqueles que os praticam quanto à principal finalidade do intercâmbio, que é a melhoria do ser humano.


Com o Espiritismo, aprendemos que só deve haver prática da mediunidade combinada com os ensinamentos de Jesus.


Também aprendemos que a manifestação mediúnica parte do mundo espiritual, isto é, não pode ser provocada ao nosso bel-prazer. Isso significa que o médium não deve provocar o fenômeno. Deve esperar que, em dia, hora e ambiente adequados, o fenômeno aconteça por iniciativa dos que se domiciliam na espiritualidade.


Simplificando, nas sábias palavras do inesquecível médium Francisco Cândido Xavier: ‘o telefone só toca de lá (mundo espiritual) para cá (mundo físico)’. Quem assiste à novela Escrito nas Estrelas, vem notado que um cachorro tem percebido a presença de espíritos. E muita gente se pergunta: ‘podem os animais apresentar a faculdade da mediunidade?’.


A cada dia a ciência humana tem demonstrado o quanto os animais são inteligentes; especialmente os cães, que têm revelado capacidades insuspeitadas.


No entanto, não podem servir de intermediários entre homens e espíritos.


Podem percebê-los, podem vê-los mas contudo, não conseguem transmitir suas impressões.


Os animais têm, portanto,  a faculdade de perceber o mundo espiritual mas não são médiuns, na acepção lata do termo.

 

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais e diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)