09 de julho de 2026

Um jogo que pode mudar o ‘humor’ do mundial


| Tempo de leitura: 2 min
Carlos Alberto Parreira conversa com Pienaar antes da estreia de hoje

É hoje, às 11 horas aí do Brasil. Depois de seis anos de muito trabalho e discussão, a Copa do Mundo 2010 vai começar. Muito se falou sobre infraestrutura, prazos, verbas, corrupção e até ameaças de ataques terroristas em jogos como entre Inglaterra e EUA. Nunca uma organização foi tão questionada. Mas é preciso reconhecer que os sul-africanos trabalharam duro para chegarem até aqui. É visível a soma de esforços.


Tanto investimento que, se por um lado transformou algumas áreas, deixou lacunas dignas de protestos, como os membros da APF (Fórum Anti-Privatização), que acharam mais do que excessivos os gastos com o futebol, enquanto assuntos como educação e habitação continuam problemáticos. Problemas que não podem ser esquecidos, mas que, infelizmente, ficarão para serem resolvidos depois que os turistas forem embora.


A Copa será uma espécie de pausa na turbulenta história do país, para festejar e refletir sobre as conquistas obtidas até hoje e ganhar ânimo para endireitar a adolescente democracia sul-africana, no alto de seus 16 anos. Logo mais, às 11 horas (de Brasília) aproximadamente 90 mil pessoas estarão dentro do “caldeirão” do Soccer City, de onde acompanharão a África do Sul enfrentar o México, pelo grupo A. Um jogo com ingressos esgotados.


Os sul-africanos estão otimistas demais com tudo que têm visto dentro das quatro linhas, basta observar manifestações de apoio como a que ocorreu em Sandton na última quarta-feira, com mais de 200 mil torcedores ensandecidos. Estar dentro do território sul-africano, neste exato momento, é ter de ouvir quase que 24 horas por dia - sem exageros - o som das vuvuzelas ecoando pelas ruas. Uma vitória hoje seria motivo para uma euforia generalizada. Do outro lado, a derrota colocaria um pouco de gelo na ascensão sul-africana.


A seleção liderada por Carlos Alberto Parreira vem de uma sequência de 12 jogos sem perder. A jornada, que começou em novembro do ano passado logo após a saída do técnico Joel Santana, agora chega a seu ponto definitivo. É agora ou nunca. No seu difícil grupo, além do México, estão França e Uruguai. O próprio Parreira disse que, se vencer hoje, ninguém segura os Bafana Bafana.