Este é o segundo incêndio que pode ter sido provocado por queimadas em terrenos baldios em menos de uma semana. No último domingo, bombeiros apagaram as chamas que consumiram um amontoado de retalhos de couro e solado de calçados no Recreio Campo Belo. O fogo teria se iniciado em um terreno existente ao lado da empresa. Segundo os policiais, nesta época do ano, são atendidas em média seis ocorrências de fogo em mato por dia na cidade.
Para os Bombeiros, é preciso evitar a prática de limpar estas áreas colocando fogo na vegetação. O sargento Teixeira afirmou que órgãos públicos podem aplicar multas. "É uma ação delituosa que pode ser alvo de fiscalização e possível autuação pelos órgãos públicos. No caso de queimadas no perímetro urbano, a Guarda Civil veiculada à prefeitura é o órgão competente para fiscalizar e promover possíveis autuações do indivíduo que cometeu o delito de atear fogo em terreno baldio", disse o policial.
Em queimadas onde são originados danos e poluição ao meio ambiente, os bombeiros alertam que o órgão competente para fiscalização é a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo). "Nós temos hoje um efetivo satisfatório, mas ainda que estejamos em uma situação cômoda, o número de solicitações de fogo em mato é grande. Em média são entre quatro e seis ocorrências por dia. Por isso, é importante a conscientização: não se deve colocar fogo em mato", disse Teixeira.