Os planos de saúde podem ficar mais caros em Franca. Desde 7 de junho, as operadoras estão obrigadas a oferecer novos serviços na cobertura mínima. Os conveniados passam a ter direito a novos exames e tratamentos, cirurgias e mais consultas com profissionais de saúde.
O novo rol engloba mais 70 procedimentos e foi estipulado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A cobertura valerá para pessoas que contrataram os planos a partir de 2 de janeiro de 1999 e para novas adesões. Convênios adquiridos antes desta data devem respeitar o que está escrito no contrato. Em Franca, as mudanças devem atingir 48.800 conveniados da Unimed, Hospital Regional e Santa Casa Saúde.
A Unimed possui 62 mil conveniados e as novas regras atingirão cerca de 33.500 deles. A advogada da operadora, Juliana Russo, acredita que haverá reajustes nos planos individuais e empresariais (coletivos), mas não sabe quando serão repassados aos clientes. Estima que o impacto da nova cobertura obrigatória será de 6% a 7%. “Não significa que os planos subirão esses valores. Temos que aguardar”.
Nos planos de saúde individuais, o aumento seguirá o índice anual estipulado pela ANS. O percentual de 2010 ainda não foi divulgado. “O último reajuste da ANS foi 6,67%. Neste ano o repasse pode ser maior, já incluindo os novos procedimentos, mas não acredito nisso. A ANS só deve repassar o valor em 2011”, disse a advogada. A ANS confirmou que os novos serviços terão reflexos no ano que vem.
Os planos coletivos devem encarecer. “Neste tipo de convênio, as pessoas pagam conforme o uso. Como há oferta maior, os beneficiários tendem a usar mais os serviços e é muito provável que o valor pago aumente, mas dependerá de cada empresa”.
O Hospital Regional possui 40 mil beneficiários e também tem expectativa de aumentos. Os planos individuais seguirão índice anual repassado pela ANS e os coletivos serão reajustados conforme a demanda. “O aumento é negociado entre a operadora e a empresa. É observado a semestralidade, ou seja, quanto o grupo gastou dentro de um período. Com certeza, aumentando o rol, a sinistralidade irá aumentar”, disse o médico Sátiro Rodrigues Filho, diretor da instituição.
Sátiro acredita que o impacto será sentido em até quatro meses. “Dependendo do custo que o novo rol acarretar, podemos reajustar os preços. Os planos para quem entrar devem ficar mais caros”. A Santa Casa Saúde corrigirá os preços cobrados dos dois mil conveniados de acordo com o reajuste anual da ANS.
Veja o quadro abaixo: