21 de abril de 2026

Morreu Vitor Tomé dos Santos, funcionário da FDF por 38 anos


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Morreu no dia 26 de dezembro passado, depois da lutar contra a agressividade de um câncer de fígado, diagnosticado 50 dias antes, o conhecido escriturário da Faculdade de Direito de Franca, Vitor Tomé dos Santos.

Ele recebeu internação de 5 dias antes da morte mas não havia o que fazer. "A doença não permitiu a aplicação de qualquer terapia", segundo a família informou ao Comércio. Vitor vinha convivendo com dores sistemáticas havia um ano. Espírito sempre disposto à boa convivência, brincava com seus companheiros de secretaria da Faculdade de Direito: "não passo deste Natal. Vocês vão se ver livres de mim e aí, poderão finalmente ganhar de mim", referindo-se às alegres rodadas de "truco", nas quais se envolvia com amigos de trabalho, aos finais de semana. Hugo José Marangoni, secretário geral da escola, parceiro constante de Vitor e companheiro de trabalho dele por 37 dos 39 anos em que atuou na Faculdade de Direito Municipal, lembrou-se das "deliciosas saladas que ele fazia, no dia dos encontros. A gente brincava com ele perguntando quando sairia a 'lambança', forma carinhosa com que nos referíamos ao prato e ele, sempre com um sorriso, nos mandava 'passear'".
Era natural de São Thomaz de Aquino (MG). Teve 40 anos de casamento com Adélia Leôncio dos Santos, 2 filhos (Maria das Graças, casada com Pedro Luís Silva e Vitor Júnior) e 3 netos, Guilherme, Gabriela e Gisele. Trabalhou em indústrias de calçados de Franca antes de empregar-se como porteiro da Faculdade de Direito. Por mérito, tornou-se escriturário, atividade na qual se aposentou. Continuou em atividade "porque sua experiência tornou-se valiosa para a escola", disse Hugo. "Vitor era um homem sério, sistemático, pontualíssimo e extremamente dedicado a seu emprego. Fez amizades duradouras com diretores, professores e alunos, tantos quantos passaram pela escola nas quase quatro décadas em que lá atuou", continuou.
Contou também que "para retratar o carinho que todos dedicavam ao funcionário, a 48ª turma de formandos da escola, que será titulada no próximo 4 de fevereiro, o elegeu "funcionário especial de 2009” e iria homenageá-lo no dia da formatura. Vitor estava exultante e vinha se preparando para estar no Castelinho, naquela data. Não houve tempo".
Era muito dinâmico, para seus 70 anos. A aposentadoria não o limitou. Continuou atuando na Faculdade nos turnos da tarde e parte da noite e, no período da manhã, como corretor de imóveis junto ao advogado Castro Eugênio Liporoni.
O corpo foi velado no São Vicente de Paulo. O sepultamento aconteceu no Cemitério Municipal de São Tomaz de Aquino, no dia 26 de dezembro.