Vuvuzelas, muitas vuvuzelas, além de buzinas e bandeiras penduradas nas janelas dos carros. O engarrafamento é longo no subúrbio de Atteridgeville, em Pretória (a 60 minutos de Joanesburgo). A fila de automóveis, todos com som ligado no último, se estende por quilômetros. As casas da vizinhança estão com TVs ligadas e churrasqueiras acesas.
Tudo isso por causa da seleção sul-africana, em seu último amistoso antes do kick-off do Mundial no dia 11 de junho, quando enfrenta o México no Estádio Soccer City, na abertura da Copa.
Consagração antecipada? Pode ser. Carlos Alberto Parreira saiu do amistoso no Super Stadium, em Pretória, como um herói. O que parecia um amistoso arriscado transformou-se em uma vitória em grande estilo. Os Bafana Bafana venceram a Dinamarca por 1 a 0, sábado. O gol foi de Katlego Mphela.
Mais que vencer, o time demonstrou determinação. A reportagem do GCN Comunicação pôde sentir de perto a agitação do público, com direito a muitas olas e Shosholoza (a clássica música anti-apartheid). “Desde que vim para cá, em novembro, as pessoas se aproximam de mim, nas ruas, e todo mundo tem me pedido a mesma coisa: técnico, nos deixe orgulhosos. Isso é muito forte. Eu não estou dizendo, vamos vencer a Copa do Mundo, mas vamos fazer a nação orgulhosa”, disse Parreira.
O clima para a estreia do Mundial, com o jogo entre África do Sul e México na sexta-feira, é latente. No domingo as torcidas já se encontraram no Nelson Mandela Square, em Sandton (um dos centros comerciais mais importantes de Joanesburgo). De um lado, sul-africanos entoavam Shosholoza, enquanto mexicanos aglomerados em um restaurante cantavam canções típicas. Os jogadores do Bafana Bafana podem ganhar prêmio de R$ 1 milhão, além de um carro Mercedes Benz, caso a seleção conquiste o Mundial.