Um empresário libanês, que reside em Franca, foi preso na manhã de ontem portando documentos falsos. Ele é suspeito de estar envolvido num esquema de fraude contra a Receita Estadual. Segundo a polícia, o acusado montou uma empresa atacadista de couro usando nome falso. O Ministério Público e agentes do 2º Distrito Policial investigam documentos e notas fiscais apreendidas na casa do empresário, que seriam de uma empresa "fantasma" aberta por ele. Três carros, um deles importado, foram apreendidos para averiguação. Os veículos estariam com o suspeito, mas todos financiados em nomes de outras pessoas, ainda não identificadas.
A investigação começou há seis meses. O empresário WAAI, 39, natural do Líbano, veio para Franca em 2003 e só regularizou sua situação no Brasil há cerca de três meses. Antes, segundo a polícia, ele adquiriu documentos falsos, incluindo passaporte e se estabeleceu na cidade montando uma empresa especializada na comercialização de couros para calçados. "Em posse destes documentos falsos ele montou uma empresa voltada ao comércio de couros. Através desta empresa ele vendeu uma quantidade imensa de notas fiscais frias. Com a utilização destes documentos, ele e outras pessoas que estamos investigando passaram a sonegar o ICMS", disse o delegado João Walter Tostes.
Ontem, a Justiça concedeu mandado de busca que foi cumprido na casa do empresário. No local foram apreendidos computador, notas fiscais em nome da empresa, talões de cheques de diversas instituições bancárias todos com o nome falso do libanês, além de CPF e RG e espelho de documentos em branco.
Em poder do empresário a polícia também apreendeu uma CNH falsificada. "Ele apresentou o documento como sendo dele e, por isso, demos voz de prisão em flagrante por uso de documentos falsos", disse Tostes. O empresário WAAI acabou recolhido a uma cela da cadeia do Jardim Guanabara. Ontem à noite, seu advogado informou que iria entrar com pedido de liberdade provisória, mas não quis dar entrevista para falar sobre as acusações contra seu cliente.