Quem vê um gato numa casa, sendo tratado como animal de estimação, não imagina que ele já foi um bicho selvagem, muito tempo atrás. Bote tempo nisso: pelo menos 10 mil anos. Naquela época ele se chamava Miacis. Com o passar dos séculos, gatos diferentes foram se cruzando, tornando-se menores e menos agressivos, até que se fixaram tal como os vemos hoje.
O gato sempre foi predador de roedores, pássaros e lagartixas. Por isso, tão logo ficou mais próximo do homem, passou a ser um ajudante importante no extermínio dos ratos que destruíam plantações, colheitas de grãos e ainda transmitiam peste. Dentro de casa, dos celeiros e até dos navios os gatos garantiam a ausência de ratos.
Em algumas culturas, como a egípcia, foram considerados figuras sagradas. Havia leis que os protegiam, punindo quem os matasse ou levasse para fora do país. Pintores e escultores os elegiam como tema de seus trabalhos.
Os gatos que hoje conhecemos medem em média 50 cm e pesam entre 2,5 e 7 quilos. Criados em cativeiro vivem até 30 anos. Mas fora da proteção do homem e do ambiente doméstico não chegam a 5 anos. Nas ruas há muitos perigos para eles.
Gatos se cruzam quando têm aproximadamente seis meses. A gestação dura 65 dias. Nascem de cada vez de 1 a 8 filhotes, que ficam com a mãe durante 60 dias.
Algumas curiosidades sobre o gato. Eles dormem muito, alguns até 16 horas por dia. É o jeito que têm de conservar energia. Seu coração bate mais forte que os dos humanos, ou seja, aí por volta dos 150 a 180 por minutos. Sua audição é muito acurada e aquelas orelhas que se mexem a qualquer ruído são formadas por 32 músculos. A visão se torna mais nítida na escuridão. Eles não sentem o sabor doce porque não têm receptores para isso. Comem muitas vezes ao longo de sua jornada mas sempre pouquinho. Como são carnívoros, continuam caçando ratos, insetos, pássaros e lagartixas. Outra característica interessante é que envelhecem de uma vez, ao contrário dos humanos e de outros animais que vão envelhecendo devagarinho, gradualmente.
Existem dois ditados onde o gato aparece. Um é: “A curiosidade matou o gato” porque os bichanos são muito curiosos. O outro é: “O gato cai de pé”, porque ele não se entrega fácil. Na sua relação com os donos, às vezes fica mais próximo, às vezes, distante. Ele nunca demonstra amizade como a de um cão, que muitos consideram o melhor amigo do homem.