09 de julho de 2026

Caso completa dois meses na Justiça


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A CPI da Pedofilia mostrou interesse pelo caso em meados de abril. Na ocasião, o presidente da comissão, o senador Magno Malta (PR), afirmou em Brasília que convocaria o padre José Afonso Dé, 75, a depor diante dos parlamentares. O motivo, segundo ele, seria a gravidade das acusações feitas pelo Ministério Público contra o religioso: estupro de vulnerável (no caso dos menores de 14 anos) e violação sexual mediante fraude (quando a vítima não é vencida por violência ou ameaça como no estupro, mas enganada).


No dia 24 de março, quatro meninos com idades entre 12 e 17 anos afirmaram à delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio terem sido vítimas de abuso sexual por padre Dé. Eles contaram que nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, sempre às quintas-feiras após a missa das 15 horas, eles foram convidados para tomar café da tarde na casa do vigário, no Jardim Tropical. No local, de acordo com os garotos, o religioso passou as mãos em suas pernas e órgãos genitais. Um mês depois, a denúncia foi aceita pela Justiça. Em seguida, foi a vez dos advogados do vigário entregarem a defesa do religioso ao juiz da 2ª Vara Criminal de Franca, Wagner Carvalho Lima.