Uma quadrilha especializada pode estar envolvida nos crimes conhecidos como "saidinha de banco". A opinião é do capitão Max Wilson, comandante da 5ª Companhia da Polícia Militar de Franca, responsável pelo patrulhamento preventivo nos cinco locais onde ocorreram os crimes nas últimas duas semanas. "A ação é coordenada. Um bandido vê a pessoa fazendo o saque e avisa os comparsas do lado de fora. Ele passa características físicas e vestes da vítima, que é seguida e atacada, normalmente, em um local com menos pessoas e segurança", disse o oficial.
Segundo o capitão, a PM realiza seu trabalho, mas nestes casos é necessário aprofundar as investigações para saber quem está dentro dos bancos colher informações e repassando-as para o restante do bando, que aguarda o momento exato para atacar. "Para identificar esta quadrilha, depende de mais do trabalho de inteligência e investigação".
O oficial lembrou que a população também pode ajudar a polícia evitando o transporte de grande volume de dinheiro. "Dê preferência para transações com cheques ou transferências eletrônicas. Na eventualidade disso ser inevitável, evite andar sozinho para não se tornar um alvo fácil e caso desconfie que está sendo seguido, ligue para o telefone 190 da Polícia Militar e peça ajuda".