É para refletir. Segundo o Diário do Grande ABC de ontem, as audiências públicas sobre as contas em duas cidades da região, Mauá e São Caetano, foram feitas sem a participação da população. Não por falta de convite, mas por desinteresse mesmo. Sobraram espaços vazios.
A s apresentações das planilhas do primeiro quadrimestre das prefeituras foram feitas em alguns minutos. Em Mauá, onde a dívida total da cidade beira R$ 1 bilhão, nenhum munícipe compareceu. Reuniões desse tipo têm sido feitas no Interior Paulista apenas para cumprir a obrigação, pois a prestação de contas é determinada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Na Assembléia Legislativa, deputados revelam que têm sido assim em parte das 15 audiências convocadas em regiões do Estado para discutir o orçamento do Estado de 2011. Na própria Assembléia, as sessões são frias e decepcionantes a quem se dispuser a acompanhar os debates no local, com baixa participação presencial dos parlamentares e do público. Mas os deputados têm os seus jogos e agem mais fora do plenário, que acaba sendo um rito para representar o que já está decidido. O lamentável é a falta de apetite da cidadania nos momentos em que é chamada. Das duas uma, ou entregou os pontos devido à descrença na forma atual de administrar a coisa pública ou confia cegamente nos eleitos.
SACOLINHAS PLÁSTICAS
O Ministério Público Estadual e redes de supermercados assinaram acordo em Itu para reduzir em 50% o consumo de sacolas plásticas no município no prazo de dois anos, informa o jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba. Se o compromisso for cumprido, cerca de 60 milhões de sacolas plásticas deixarão de ir para o lixo todo ano na cidade. Esse é um tema que não desaparecerá do noticiário tão logo na maioria das cidades. Quem ainda não está discutindo, vai colocar na agenda em breve. Generalizando, o plástico das sacolinhas é uma das principais causas de entupimento das redes pluviais e de esgoto nas cidades, o que gera inundações. Em Paris, o Carrefour decidiu cobrar R$ 0,20 por sacolinha em parte das lojas. No Brasil, o grupo diz que eliminará gradualmente o uso de sacolas plásticas até 2014 e a primeira loja a aderir à iniciativa é a de Piracicaba. A rede Wal Mart também apóia programas de redução das embalagens.
MOTOQUEIROS
Diariamente, as ruas de nossas cidades se transformam em pistas de corrida onde o espaço é disputado perigosamente. Nessa guerra urbana, os motoqueiros são as maiores vítimas – fazem manobras arriscadas e correm mais que os automóveis. Uma queda pode ser fatal ou provocar traumas de grande porte. Entre as causas, estão a falsa sensação de segurança com os equipamentos obrigatórios de proteção e a inexperiência e juventude dos condutores. O aumento da frota (que cresceu 40% em média nos últimos dez anos) torna a moto cada vez arriscada. Em Araraquara, só como exemplo, já morreram este ano nove motociclistas. O índice supera o registrado em 2009, quando morreram sete ao longo de todo o ano. A imprensa vai contando os mortos. Há muito tempo deveriam ter sido feitas campanhas de conscientização e adotadas medidas preventivas como faixas especiais e controles de velocidade. Ao menos algumas dessas vítimas talvez tivessem sido poupadas e os prejuízos sociais seriam menores. Ainda há tempo.
CARAVANA DO PETRÓLEO
O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), em parceria com a Petrobras e o Prominp, vai realizar a partir da próxima semana 11 eventos em regiões paulistas para apresentar às indústrias as oportunidades de negócios no setor de petróleo e gás. O roteiro começa terça-feira em Osasco e segue para Jacareí (9 de junho), S. Bernardo (11), Jundiaí (14), Sorocaba (16), Limeira (17), Campinas (18), Rio Preto (22), Bauru (24), São Carlos (30) e Sertãozinho (1 de julho).
BREVES
O desembargador Aloísio de Toledo César, do Tribunal de Justiça de São Paulo, sustenta: os delegados de polícia paulistas recebem o pior salário da categoria no País. E não é eufemismo. É o mais baixo, mesmo.
Pronto para ser votado na Assembléia Legislativa projeto de lei que prevê punições duras a estabelecimentos que comercializarem sem prescrição médica anfetaminas inibidoras de sono nas rodovias paulistas.
Wilson Marini
wmarini@apj.inf.br