11 de julho de 2026

Em visita relâmpago a Franca, governador analisa eleições e se irrita com grevistas


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DE PASSAGEM - O governador Alberto Goldman minimizou as dificuldades do PSDB encontrar um vice para José Serra: “Deve ter muita gente boa em condições para exercer a mesma função”

O governador Alberto Goldman (PSDB) foi a Batatais entregar um conjunto habitacional, ontem, e fez uma escala relâmpago em Franca. Tempo suficiente para perder a paciência com sindicalistas da Sabesp e para tentar amenizar as dificuldades do PSDB em definir o vice de José Serra (PSDB) para a sucessão presidencial. “A dificuldade é porque deve ter muita gente boa em condições para exercer a mesma função”.


O substituto de José Serra, que renunciou ao cargo dia 31 de março para disputar a presidência da República, teve de vir a Franca porque o avião do governo não tinha como pousar em Batatais. Daqui, a comitiva seguiu de helicóptero para a vizinha cidade. No retorno, Goldman passou na TV Record e falou com o Comércio.


O governador não fez anúncio relevante e apenas citou obras do Estado já em andamento na cidade como o Poupatempo, Ame (Ambulatório Médico de Especialidades) e a duplicação do trecho conhecido como Curva da Morte na serra de Rifaina. Goldman também evitou pronunciamento contundente sobre a campanha eleitoral.


Questionado sobre a indefinição do vice na chapa liderada por José Serra e da recusa de Aécio Neves em assumir a vaga, ele disse que as convenções serão realizadas no dia 12 de junho e que não há pressa em antecipar nomes. “Não temos nenhuma excitação em relação a isto, nenhuma ansiedade. O Aécio é um excelente nome. Se ele quisesse ser candidato, seria muito confortável para nós, mas existem outras figuras nacionais de respeitabilidade até do mesmo partido ou de outros partidos, que podem fazer esta composição”.


Perguntado se José Serra ganhará as eleições para presidente, preferiu não apostar no tucano e jogou a decisão para os eleitores. “O povo é que vai dizer isto”.


Ao entrar no carro oficial que o levaria até o helicóptero, Goldman ouviu gritos de dois sindicalistas da Sabesp, que protestavam contra o endurecimento do governo nas negociações salariais da categoria. Parte dos funcionários está em greve. “Estamos negociando lá, continuamos negociando”, disse irritado o governador que entrou resmungando no veículo e fechou o vidro. Pouco antes, ele havia comentado o impasse com a Sabesp na entrevista ao Comércio.

“Para haver acordo tem de haver a concordância das duas partes. As propostas que eles fazem, nós não concordamos e as propostas que fazemos, eles não concordam. Não vamos nos submeter, simplesmente, à vontade deles, pois ela não expressa o que é possível ser feito pelo governo. Senão, teremos de aumentar as tarifas de água”.