10 de julho de 2026

Fusca bate em caminhões, pega fogo e três pessoas morrem


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TRAGÉDIA EM CADEIA - Fusca completamente destruído após acidente na noite de ontem na Cândido Portinari. Carro bateu em dois caminhões, pegou fogo e iniciou um incêndio na mata do acostamento

Uma batida frontal entre um caminhão carregado de batatas e um Fusca branco matou três pessoas na noite de ontem, em Pedregulho. O desastre aconteceu no quilômetro 446, mais 750 metros, da Rodovia Cândido Portinari, a cerca de seis quilômetros da base da Polícia Rodoviária de Pedregulho. Duas pessoas que ocupavam o Fusca eram irmãos e morreram - um deles carbonizado - na pista. A outra vítima era o motorista do caminhão. O condutor de um segundo caminhão, que também se envolveu no acidente, nada sofreu.


O desastre aconteceu por volta das 18h30. O aposentado Delcides de Paula e Silva, 86, seguia com seu Fusca branco pela rodovia, sentido Pedregulho/Rifaina. Ele estava acompanhado da irmã, Dionézia de Paula e Silva, 72, portadora de necessidades especiais. Os dois moravam sozinhos em um sítio de propriedade do aposentado, localizado na zona Rural de Pedregulho.


No sentido oposto, em um caminhão Mercedes Benz 1620 vermelho, trafegava o motorista Edson Vander Batista, 40. Logo atrás, em um caminhão Ford Cargo branco, seguia o também motorista Valdir Gino dos Santos, 52. Ambos deixaram Sacramento (MG) por volta das 18 horas com cargas de batatas para serem plantadas na região de Divinolândia (SP).


No quilômetro citado, por motivos a serem apurados, o condutor do Fusca, que estava em um trecho de descida, invadiu a pista contrária. Edson Batista, que estava em um caminhão vermelho, tentou sair para o acostamento a fim de evitar a colisão. Não conseguiu. "Ele (condutor do Fusca) chegou e bateu no meu caminhão", disse Batista. Descontrolado, o Fusca continuou na pista contrária e foi atingido frontalmente pelo Ford Cargo conduzido por Valdir dos Santos, que vinha logo atrás do companheiro de trabalho.


A violência da colisão fez com que o caminhão conduzido por Santos capotasse. Ele foi projetado para fora da cabine. Com múltiplas fraturas, o rapaz morreu antes mesmo da chegada do socorro. O aposentado também foi lançado para fora do Fusca, morrendo quase que instantaneamente. Dionézia Silva ficou presa às ferragens do automóvel. O tanque de gasolina explodiu e ela morreu carbonizada.


Viaturas do Corpo de Bombeiros de Franca, do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e da Concessionária Autovias foram acionadas pela Polícia Rodoviária para ajudar no controle do fluxo de veículos e no combate ao incêndio que atingiu, além do Fusca, a mata existente no entorno do local.


O delegado Fábio Branquinho, da Delegacia de Polícia de Pedregulho, esteve na rodovia, assim como peritos do IC (Instituto de Criminalística) de Franca. Os corpos das vítimas foram liberados pela perícia pouco depois das 21 horas para serem encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) de Franca.


A pista da Cândido Portinari e um dos acostamentos foram interditados. A passagem nos dois sentidos foi feita durante cinco horas apenas pelo acostamento da pista Rifaina/Pedregulho. O trecho só foi totalmente liberado para o trânsito normal no início da madrugada de hoje.


Até o fechamento desta edição não havia informações sobre o sepultamento das vítimas. Delcides de Paula era viúvo e pai de seis filhos, todos residentes em Ribeirão Preto