Cosmopolita e organizada, num misto de Rio de Janeiro e Londres, Cape Town, ou Cidade do Cabo, tem de bairros europeizados até regiões com casas coloridas e mesquitas. Numa mesma cidade, você encontra de igrejas metodistas e anglicanas a igrejas ortodoxas gregas e católicas. De campos de rúgbi e críquete, como os de Newlands, a áreas dedicadas ao rock e ao golfe, como em Observatory. Isso sem falar dos 11 idiomas do país - inglês, africâner, xhosa, zulu, zutu etc. “Esta é a cidade mais bela que eu já vi em toda minha vida”, comentou um turco à reportagem durante um rápido tour pela Cidade do Cabo, dia desses. E olha que ele mora em Dubai, nos Emirados Árabes, e foi criado em Istambul.
Essa é uma localidade em que é possível comer desde um hambúrguer com fritas por 25 randes (cerca de R$ 7) -muito comum na hora do almoço - até um quilo de carne de porco assada com molho especial por 95 randes (cerca de R$ 25,65), como a reportagem fez no restaurante Ribs, no bairro de Deep River. E por falar em culinária, é bem fácil ter experiências gastronômicas impressionantes indo a recintos como o Moyos, em que por 275 randes (R$ 74,25) se come de tudo um pouco em mesas exclusivas montadas em copas de árvores e ao ar livre.
Também vale dar uma passada no Basket Mall, em Salt River. Todos os sábados de manhã, o local abriga uma refinada feira, com vários tipos de comida, bebida, flores e artesanato. Com um ar bem provinciano, o ponto funciona há três anos e meio e está se tornando destino para os turistas que querem comer ou fazer umas comprinhas. De cervejas alemãs da região da Bavária por incríveis 30 randes (cerca de R$ 8) a queijos importados da França por 27 randes (R$ 7,30) cada 100 gramas, de tudo um pouco se encontra por lá.
Tem uma coisa com que o visitante fica “mal acostumado” após uma semana em território capetoniano: os deliciosos e baratos vinhos, conforme a reportagem apurou e degustou no roteiro das vinícolas - as winelands (veja mais nas páginas 6 e 7). Além disso, depois de vir pra cá, qualquer turista começa a achar qualquer bela paragem menos interessante, só porque diariamente se encontra vigiado por nada menos que a Table Mountain ou Montanha da Mesa (veja mais na página 8). A cadeia montanhosa e seu grandioso parque ecológico abarcam importantes pontos de referência continental: o Cape Point, farol localizado no ponto mais extremo do sudoeste africano, e o histórico Cabo da Boa Esperança.
Bem mais preparada para o turismo e mais segura do que outros centros urbanos do país, a Cidade do Cabo é extensa - são 2,5 mil quilômetros quadrados de malha urbana -, mas permite às pessoas uma orientação simples através de pontos de referência como Waterfront, Camps Bay e o Cavendish Mall. O deslocamento, para quem prefere não alugar um carro, pode ser feito por ônibus convencional - cujos horários são bem escassos -, táxi, cuja passagem pode custar 200 randes (R$ 54) para uma corrida da estação da Table Mountain até Rondebosch, trens e, claro, as vans.
Aqui chamadas de mini-ônibus, são o meio de transporte mais popular e barato. Apesar da desconfiança dos estrangeiros, pode-se dizer que as vans são seguras, sim. Com uma moeda de cinco randes na mão do cobrador dá pra ir bem longe, ouvindo black music bem alto - o que, num cenário como esse, é muito divertido.
E, de repente, se estiver um sol daqueles, não hesite em ir aos subúrbios de Camps Bay, Clifton e Sea Point, com belas praias, pistas de caminhada e ampla rede de restaurantes. Em Camps Bay, bairro tomado por mansões em que as celebridades sul-africanas e internacionais costumam estar, há bons restaurantes à beira-mar, como o Romanade, Zen Zero e o mais badalado de todos, o Cafe Caprici.