08 de julho de 2026

Tamanduá, lobo e onça podem sumir do mapa da região


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NA LISTA - O Parque Estadual Furnas do Bom Jesus, em Pedregulho, é uma das maiores reservas ecológicas da região e abriga animais como tamanduá, lobo-guará e onça-parda. Todos, segundo o governo estadual, ameaçados de extinção

O tamanduá-bandeira, a onça-parda e o lobo-guará, encontrados na região de Franca, estão ameaçados de extinção. É o que revela um estudo divulgado na semana passada pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo e pela Fundação Parque Zoológico de São Paulo. O estudo, que será publicado no livro Fauna Ameaçada de Extinção do Estado de São Paulo, traz informações detalhadas de 436 espécies de animais silvestres encontradas no Estado e que podem desaparecer, representando 17% do total de animais. Além disso, 86 espécies entraram no grupo de quase ameaçadas exigindo atenção.


O estudo aponta como motivos para a redução destes animais no Estado as queimadas, o crescimento de pastagens, o avanço da cana-de-açúcar e atropelamentos. Na região de Franca, só no ano passado, seis tamanduás-bandeira que viviam na região do Parque Estadual Furnas do Bom Jesus, em Pedregulho foram atropelados quando tentavam atravessar a Rodovia Cândido Portinari, que fica bem próxima ao parque. “Como eles são muito lentos e não sabem do perigo da rodovia, são atropelados facilmente”, disse a gestora do parque, Norma Rahal Pinzan.


O encolhimento das áreas de mata preservada tem “empurrado” os animais para os centros urbanos, onde os perigos são maiores. Em fevereiro deste ano, um tamanduá foi encontrado dentro de uma residência em Ribeirão Corrente. Ele foi capturado pela Polícia Ambiental e solto na zona rural da região. O mesmo destino teve outro tamanduá encontrado dentro de uma casa em Pedregulho.


FALTA MONITORAMENTO
Há nove anos no parque, Norma Rahal Pinzan, disse que não há um monitoramento dos animais que vivem no local, mas é perceptível a redução da população silvestre. “Quando cheguei aqui era possível ver lobo-guará andando tranquilamente pelo parque até perto da sede. Hoje em dia é muito difícil”.


Para Norma, faltam recursos para desenvolver um projeto para acompanhar de perto estes animais. “A área do parque é muito grande - 2.069 hectares - o hábito deles é noturno. A onça, por exemplo, pode andar 50 quilômetros. É muito difícil acompanhá-la sem que haja investimentos em equipamentos e pessoal”.

Veja o quadro abaixo: