10 de julho de 2026

Cobradores de vans dão mexerica a passageiros para compensar atrasos


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NÃO TEM HORA - Longa fila é formada por moradores da Cidade do Cabo, que esperam até 2 horas para pegar uma van, após greve dos “trens” na cidade

Os funcionários dos trens da Cidade do Cabo, na África do Sul, decidiram entrar em greve nesta semana. Pedindo um aumento de 15% em seus salários, eles organizaram uma paralisação que começou na segunda-feira e deve se estender até o fim da semana.


Isso fez com que se formassem filas intermináveis no movimentado terminal da cidade, com milhares de pessoas querendo ir embora para suas casas em Wyndberg, Guguletu, SeaPoint, Athlone. Muita gritaria e bagunça foi vista por ali. O escape para os passageiros driblarem a greve foi utilizar as vans, que custam 6 randes (R$ 1,41). Para compensar o atraso de horas, os cobradores ofereciam mexerica aos passageiros, um serviço extra para cativar o público.


No final da tarde de terça-feira horas antes tinha havido um manifesto dos trabalhadores em frente ao parlamento capetoniano a reportagem do GCN Comunicação sentiu na pele o impacto do protesto.


Após visitarmos o histórico Museu Distrito 6 (que remete ao período do apartheid no país), no centro de Cidade do Cabo, voltamos para a estação de vans, para pegarmos a condução que nos levaria de volta ao subúrbio de Rondebosch, onde a reportagem está hospedada. Eram 16h30 e o terminal estava mais lotado do que o normal. Mal sabíamos que ficaríamos na fila por mais quase duas horas.


Com os trens não funcionando, todo mundo teve que utilizar as vans. O prejuízo também pôde ser visto nas ruas próximas à estação central de trens.


Todas as vans operaram com a lotação máxima. Muita gente passou por apuros. O que isso significa é muito simples: uma van é capaz de carregar apenas 15 pessoas de uma vez.


Ou seja, só mesmo com muitas e muitas viagens para compensar o número de passageiros que um trem inteiro pode levar.