Não é apenas na parte física que as escolas aplicam os recursos extras que conseguem com promoções, vendas nas cantinas e festas. As instituições utilizam o dinheiro para pagar atendimento psicológico para os alunos ou para contratar professores para alunos com dificuldades de aprendizagem.
Na Escola Estadual “Coronel Francisco Martins”, a partir de junho, 17 crianças terão aulas de reforço com uma ex-professora da unidade. A educadora será contratada para atender estudantes com dificuldades extrema de alfabetização. O valor que a profissional receberá ainda está sendo acertado, mas o pagamento será feito com recursos “extra governo”. “Esse é um trabalho que a comunidade faz e dá retorno porque atende a criança que tem mais problemas localizados de aprendizagem”, disse o diretor da escola Antônio Raiz.
Na Escola Estadual “José dos Reis Miranda Filho”, alunos que necessitam de atendimento psicológico contam com apoio para recebê-lo de maneira mais rápida. As vendas na cantina rendem em média R$ 1 mil por mês, que são usados para pagar uma psicóloga que presta serviços à escola faz três anos. “Se a criança for encaminhada para rede pública, demorará meses até ser atendida”, disse Marcos Antônio do Amaral.