09 de julho de 2026

Trabalhar com medo é horrível, diz taxista


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Enquanto a polícia não identifica e prende os assaltantes, as vítimas acumulam histórias, como o idoso assaltado na segunda-feira, 10. O agricultor AN, 76, estava só no local que reside, um sítio às margens da Rodovia Felipe Calixto (Franca a Ribeirão Corrente), quando foi surpreendido por dois marginais. Ele acabou agredido com golpes de bambu na cabeça e chutes no tórax. "Quando chegamos ao sítio, papai estava 'amarelo' por causa do sangue que havia perdido", disse, no dia dos fatos, um de seus filhos, o motorista PSN, 38. Os assaltantes fugiram no veículo da vítima.


Três taxistas também foram vítimas de ladrões no período. Um deles, JBM, 44, morador no Jardim Alvorada, foi assaltado na madrugada de quinta-feira, 13, no Bairro Chico Neca. Ele já decidiu: vai deixar o serviço. "No meu dia de folga, vou sair à procura de um novo emprego, de preferência como padeiro ou confeiteiro. Viver trabalhando com medo é horrível".


Vários estabelecimentos foram assaltados, mas uma panificadora do Parque Progresso ganhou destaque ao ser alvo três vezes em menos de um mês. Mesmo assim, ninguém sentiu tanto quanto o proprietário de uma casa lotérica na Estação. Na última sexta-feira, o rapaz estava no estabelecimento quando foi rendido por um desconhecido armado que invadiu o local. Ele reviveu um pesadelo. No final da manhã do dia 20 de junho do ano passado quando chegava à agência da Caixa Econômica Federal da Estação, ele foi rendido por um marginal.


Ao reagir, acabou atingido por dois disparos nas pernas antes de perder o dinheiro que levava. Desta vez, o ladrão fez ameaças e roubou R$ 2 mil em dinheiro. Mesmo destino, mas sem ferimentos. Traumatizado, ele se recusou a falar sobre o assunto.