08 de julho de 2026

A população se manifesta


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É difícil entender a atitude do presidente da Câmara de Vereadores ao proibir acesso de jornalistas ao plenário da Câmara. Desnecessário dizer que a determinação é autoritária e injustificável. Que haja diferenças entre políticos e a imprensa é compreensível. Mas independentemente de quem tenha ou não razão, o direito do público à informação sobre a atividade do legislativo não pode ser tolhida. No plano prático, a vedação é ainda mais absurda já que todo jornalista é também pessoa do povo. Se lhe é negado o acesso enquanto repórter, terá sempre direito a estar no plenário na condição de cidadão. Também comete despropósito o presidente, quando compara a entrada de pessoas nas dependências da Câmara Municipal com acesso a uma empresa privada. Numa empresa particular, assim como numa residência, seu proprietário tem o direito de autorizar ou negar acesso a suas dependências, bem como estipular regras para ingresso, ressalvada vedação à discriminação. A sede da Câmara, por outro lado, é uma repartição pública, sendo seu plenário área especialmente destinada ao acesso do público em geral, jornalistas ou não. É lamentável que a classe política insista em não enxergar que é mera mandatária do público. E que o povo, como seu constituinte tem direito à informação sobre o que fazem seus procuradores eleitos.