09 de julho de 2026

Justiça nega pedido de liberdade de agente


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Agentes da Corregedoria da Polícia Civil estiveram ontem em Franca para realizar novas diligências sobre o caso dos dois policiais - investigador ER e agente policial CAAF (somente as iniciais foram reveladas) - presos na semana passada, suspeitos de receber propina para não cumprirem um mandado de prisão. De acordo com o delegado corregedor do Deinter-3, Marcos Lacerda, a equipe veio levantar "o quanto houve de participação do investigador no crime".


Os dois continuam presos em São Paulo. Na tarde de ontem, a advogada do agente policial, Sanaa Chahoud, revelou que teve o pedido de liberdade provisória de CAAF negado na sexta-feira. O pedido se baseou no fato dele ter residência fixa e bons antecedentes, segundo ela. A advogada ainda afirmou que seu cliente apenas acompanhava o investigador e não teria participado da exigência. "O mandado de prisão não era dele. Ele apenas acompanhou ER".


No início da tarde, a reportagem procurou Bruno Aguiar, advogado do investigador. Por telefone, ele disse estar a caminho de Ribeirão Preto para se reunir com os delegados da Corregedoria e que retornaria por volta das 16 horas. No horário indicado por Aguiar, nova ligação foi feita para seu aparelho celular, sem sucesso.


O agente CAAF foi preso em flagrante quinta-feira e o investigador ER no sábado, através de um mandado de prisão expedido pelo juiz da 1ª Vara Criminal. Os dois são suspeitos de concussão. De acordo com a polícia, eles receberam R$ 1 mil para não cumprirem um mandado de prisão de um comerciante que devia R$ 8 mil de pensão alimentícia.