08 de julho de 2026

Juiz determina prisão de outro policial


| Tempo de leitura: 2 min

Mais um policial civil foi preso na manhã de ontem em Franca. O investigador trabalhava no 2º DP e era parceiro do agente CAAF, 42, preso em flagrante pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, no início da noite da última quinta-feira, suspeito de receber propina para não cumprir um mandado de prisão. Naquela noite, o investigador foi ouvido apenas como testemunha no caso e liberado pelo delegado corregedor Leonardo Isper Nassif Balbim.


Poucas horas depois, o juiz da 1ª Vara Criminal de Franca, Luciano Franchi Lemes, determinou a prisão do segundo policial. O investigador também passou a ser suspeito de ter praticado concussão - ato de exigir para si ou terceiros dinheiro ou vantagem indevida em razão de sua função.


Às 9h30 da manhã do último sábado, o GCN Comunicação encontrou o advogado Bruno Aguiar de Oliveira, contratado para defender o investigador, saindo da Regional do Ministério Público. Ele confirmou a prisão do policial, ocorrida no início da manhã e informou que iria naquele momento ao Fórum “Alberto de Azevedo” pedir a revogação ou o relaxamento da prisão.


Duas horas depois, por telefone, Oliveira disse ter acabado de sair de uma reunião com o delegado corregedor em Ribeirão Preto para discutir o caso. “Também conversei com meu cliente que estava em Ribeirão e à tarde foi transferido para o presídio da Polícia Civil, em São Paulo”, disse o advogado. A reportagem confirmou com funcionários da Corregedoria a realização da reunião, mas Balbim não foi encontrado para falar sobre o caso.


Às 12h30, dois promotores de Justiça foram encontrados trabalhando no Fórum, mas preferiram não se manifestar sobre a questão. Segundo eles, nem a Polícia nem a Promotoria pediram a prisão do investigador, que teria sido fruto de uma iniciativa do juiz. “Quando ocorre uma prisão em flagrante, tanto a promotoria quanto o juiz são comunicados.

Quando recebeu a comunicação, ele entendeu que os dois policiais deveriam ser presos, mesmo com o aval da Corregedoria e o MP para a prisão de apenas um deles”, explicou um dos promotores, que pediu anonimato.


Ainda segundo eles, o caso deve ser acompanhado pelo promotor de Justiça José Lourenço Alves, da 2ª Vara Criminal até que a polícia conclua o inquérito e o remeta ao MP. O promotor deve avaliar, então, a possibilidade de uma intervenção do Gaeco (Grupo de Atuação Especial para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado) no caso.