08 de julho de 2026

Quando menos é mais


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Um levantamento realizado pela IPC Marketing Editora, empresa especializada no cálculo de índices de potencial de consumo, ao concluir os cálculos do estudo IPC Target para 2010 (indicador da potencialidade de consumo nacional), além de apontar o potencial de consumo dos francanos para este ano, levanta outro dado importante: o número de famílias ricas em Franca diminuiu, mas o potencial de consumo das que permanecem no ranking aumentou. Assim, embora 400 famílias tenham deixado de ter padrão de vida considerado Classe A na cidade, desde 2009, nem por isso o consumo deverá sentir. Muito pelo contrário: o estudo mostra que a previsão de gastos da classe mais abastada da população em Franca ficará em R$ 821 milhões para este ano, valor 29% superior ao verificado em 2009.


Das 4,9 mil famílias com renda média mensal acima de R$ 9,8 mil mensais existentes no ano passado, Franca tem hoje apenas 4,5 mil. E cada vez mais produtos, serviços e oportunidades passaram a ser direcionados para este público específico. É um fenômeno local que atesta a capacidade de compra da camada mais rica da população. Porém, embora já haja um nicho que prioriza o mercado de luxo, especialistas consideram que ainda faltam investidores para ampliar o leque de opções para a Classe A, que gasta bem e não se importa em pagar mais por um diferencial.


Nos últimos anos nosso comércio tem experimentado uma expansão surpreendente, com a instalação de filiais de grandes lojas e de hipermercados, por conta da consolidação da classe média local – que engrossou e teve seu poder de compra ampliado. Mais recentemente, porém, há um movimento que vem fortalecendo o chamado mercado de luxo, com a chegada de concessionárias de automóveis, restaurantes e bares diferenciados, além de lojas de móveis de alto padrão. É um sintoma claro de que a Classe A francana está comprando e atraindo as atenções de quem investe neste segmento.


Este movimento é bastante benéfico para a economia da cidade, já que em épocas recentes o dinheiro que poderia ser gasto por aqui acabava sendo levado para outros centros, cujo comércio atendia à demanda de quem buscava produtos e serviços exclusivos, não se incomodando em ter de pagar mais por eles. Hoje, não. Franca recebe de volta o dinheiro que se ganha na cidade, gerando não só maior receita com tributos, mas atraindo também quem se dispõe a atender um consumidor específico, criando empregos e fortalecendo a economia local.


Pode-se dizer que os índices mais recentes, envolvendo desde os mais ricos até os menos afortunados, continuam surpreendendo, atestando o bom momento vivido por todos os setores da economia francana. Que os bons ventos continuem soprando na direção desta Terra das Três Colinas, cuja liderança dos 23 municípios da região Nordeste do Estado de São Paulo a cada dia se torna mais consolidada em todos os sentidos.