Em busca de meus direitos estive este ano, por duas vezes, no tribunal especial de Franca. A sala de espera para a audiência conciliatória é um corredor, onde fica também a sala de julgamento de presos perigosos. Presumo perigosos, pois eles caminham algemados nas mãos e pés, escoltados por policial armado. E fazem isso, portanto, por entre o povo amontoado no corredor, à espera da chamada de suas audiências. É deprimente. Presenciei um parente de preso abordá-lo, ser repreendido (duramente) pelo escolta, responder desafiante e receber ameaça do escolta, antes de seguir seu caminho levando o preso. Em meu entender, em situação assim, o escolta deveria ter chamado outro policial para deter o parente e levá-lo ao juiz para um 'puxão de orelhas' por comportamento inadequado e/ou desacato ao agente da lei. Mas, pelo visto a lei não deve prever isso. No Brasil os agentes da lei são desacatados e fica por isso mesmo. No máximo, um registro de desacato. (...)