10 de julho de 2026

Prefeitura estuda criação de mais um aterro para entulho


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ALTO CUSTO - Caçambeiros têm permissão para depositar seus entulhos em apenas dois aterros em Franca. Na foto, o aterro localizado na Vila Raycos. O outro fica na Vila Hípica

A Prefeitura quer criar uma nova área pública para o despejo de resíduos inertes (resto de construção civil). Desde que o aterro que funcionava no Jardim Aeroporto esgotou sua capacidade, é constante a reclamação por parte de donos de empresas de caçamba sobre a taxa para descarte dos entulhos nos aterros particulares localizados nas Vilas Hípica e Raycos.


O novo aterro deve ser construído onde atualmente é a área da Voçoroca do City Petrópolis. A documentação inicial já foi entregue à Cetesb (Companhia Tecnológica de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). “Já entregamos tudo à Cetesb para liberar a área para depósito de resíduos inertes, mas eles disseram que ainda estão analisando toda a documentação”, disse o secretário de Serviços Municipais e Meio Ambiente, Ismar Tavares.


A Cetesb foi procurada na tarde de ontem para dar explicações mas uma funcionária disse que os responsáveis pelo assunto estavam viajando.


A QUEIXA
Segundo os caçambeiros, o descarte de materiais nos aterros particulares custa R$ 10 por metro cúbico, o que gera uma despesa de R$ 50 por caçamba. Para alugar e depositar montes de tijolos, telhas quebradas e restos de construção, o consumidor paga cerca de R$ 115 no aluguel. “Fica inviável nos manter no mercado porque ainda temos que pagar as despesas com caminhão, motorista, seguro, escritório e telefone. Quase não sobra nada”, disse o caçambeiro Airton Barros, que pretende mudar de ramo se a situação não for resolvida.


Em Franca, além dos aterros particulares, ainda existem 12 pontos de transbordo (locais onde é permitido depositar pequenas quantidade de entulhos de construção), mas, nesses locais, só pode ser depositado até 1 metro cúbico e apenas por carroceiros. “Já fiz pedido para a Prefeitura um espaço para que todos os donos de caçamba coloquem seus resíduos com um custo menor. Eles disseram que tem uma área que pode ser disponibilizada, mas nunca apresentam”, disse outro proprietário de caçamba que não quis se identificar.


O secretário Ismar Tavares disse que a cobrança dos dois aterros existentes é legal e que a Prefeitura aguarda um posicionamento da Cetesb para resolver o problema.