09 de julho de 2026

Francanos disputam Brasileiro de ‘Samurais’


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COMBATE - Artur Morais (à esq.) e Ulisses Gabriel treinam Kenjutsu no dojô de Franca. Os dois estarão no Campeonato Brasileiro de samurais, que começa hoje em Ribeirão Preto

Concentrados em um prédio no Bairro Santa Rita, seis lutadores se preparam para mais um longo treino de samurai. Vestidos com suas armaduras e espadas em punho, treinam golpes e técnicas para conquistar mais um título para Franca no Campeonato Brasileiro de “Samurais” (o Kenjutsu - que significa combate com espadas). A competição começa hoje e só termina amanhã, em Ribeirão Preto. Serão 250 competidores do Brasil e convidados do Chile e Argentina.


Franca leva para a disputa atletas favoritos ao título. O mestre da equipe francana, Danilo Magalhães, 27, é tricampeão brasileiro de Kenjutsu. O monitor Artur Morais, 26, conquistou o primeiro título dele em 2009. Além dos dois, integram a equipe francana os estreantes em competições Marçal Quintino, 34; Ulisses Gabriel, 29; Mário Arias, 42 e Lucas Motta, 12.


Segundo Danilo, o objetivo principal da competição é a troca de experiência entre os atletas. “É claro que queremos vencer. Mas, só o fato de compartilhar o aprendizado já é válido, de acordo com a nossa filosofia que é de auto-avaliação.”


Segundo Danilo, os lutadores de Franca têm grandes chances de vencer o Campeonato Brasileiro. O otimismo do professor tem o respaldo no treinamento dos lutadores, que vem sendo feito de forma intensificada nos últimos seis meses. Durante três vezes por semana eles treinam de duas a três horas. “A alimentação teve restrições alimentares como bebida alcoólica, carne vermelha e refrigerante. O corpo recebe o reforço de exercícios de musculação para evitar o risco de lesões”, explica Artur sobre a preparação.


Os seis participantes francanos vão participar do Brasileiro nas duas categorias em disputa, o Kenjutsu (luta entre oponentes, com espada de bambu ou madeira) e o Iaijutsu (luta imaginária, com espada de aço). Para vencer na primeira categoria o lutador precisa atingir dois yoko ou acertar um ypon (golpe perfeito no oponente). A perfeição do golpe é observada quando se atinge a cabeça, ou abdome, ou punho ou pescoço. As pernas, os braços e os ombros não podem ser atingidos. Caso isso ocorra, lutador sofre uma penalidade.


Já no Iaijutsu o lutador é analisado com base na perfeição dos movimentos executados, técnica apresentada, tipo de respiração e a concentração do competidor.


No combate a energia do samurai é exteriorizada através dos gritos (kiai) e da garra para avançar sobre o oponente. “O samurai luta com a alma. É muito mais que esforço físico”, comenta Danilo.


Quem assiste a um combate de samurais, vê a força dos golpes de um duelo. Para os atletas não se machucarem, existem regras e os acessórios de proteção. Mesmo assim, ninguém sai ileso. Hematomas e escoriações são frequentes após uma luta.


Ulisses Gabriel lembra que quando começou, colocou a armadura errada e a espada de bambu atingiu suas costas. “Ficou dolorido e eu ainda levei uma bronca do técnico por conta da desatenção. Estar concentrado e atento a esses detalhes fazem parte da luta.”