11 de julho de 2026

Investigador de polícia é preso acusado de cobrar para não cumprir mandado de prisão


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A Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu em flagrante, no início da noite de ontem, o investigador Carlos por concussão - ato de exigir para si ou terceiros dinheiro ou vantagem indevida em razão de sua função. Ele é acusado de receber propina para não cumprir um mandado de prisão. A corregedoria preferiu não revelar o nome completo, mas infomou que Carlos é policial há 18 anos e, atualmente, trabalhava no 2º Distrito Policial.


Segundo o delegado corregedor Leonardo Isper Nassif Balbim, a polícia recebeu uma denúncia anônima de que policiais teriam exigido dinheiro em troca do não cumprimento de um mandado de prisão cível (falta de pagamento de pensão alimentícia) expedido contra um comerciante de Franca, dono de um estacionamento na Avenida Dr. Hélio Palermo. "Conseguimos provas do recebimento do dinheiro, além do relato da vítima e de testemunhas que estavam no local e presenciaram o policial deixar de cumprir o mandado", disse o corregedor ao GCN Comunicação.


Uma testemunha, que pediu para não ser identificada e estava no local na hora do crime - aproximadamente às 11 horas -, contou à reportagem que a vítima devia cerca de R$ 8 mil em pagamentos atrasados de pensão alimentícia e tinha um mandado de prisão expedido contra ela. Para não prendê-la, Carlos exigiu R$ 1 mil. "O valor foi pago em cheque", disse a testemunha.


De acordo com a polícia, foi exatamente este documento que comprovou, no início da tarde, o pagamento de propina.
Carlos trabalhava com outro investigador, que não teve o nome revelado. "O outro policial foi testemunha do fato e cooperou com o trabalho da Polícia Civil", disse Balbim.


AÇÃO POLICIAL
A prisão em flagrante do investigador aconteceu por volta das 18 horas. Sem saber o que o esperava, o policial civil foi chamado à Seccional de Franca pelo delegado Marcelo Caleiro junto com os demais investigadores 2º DP e com o delegado assistente do distrito, João Walter Tostes Garcia. Ao chegar à delegacia, teve sua arma apreendida, recebeu voz de prisão e, após o registro do caso que só terminou durante esta madrugada, foi levado para o Presídio da Polícia Civil, em São Paulo.


No fim da tarde de ontem, a polícia cumpriu finalmente o mandado de prisão contra a vítima, que foi levada para a Cadeia Pública de Franca após ser ouvida pelos membros da corregedoria.