Na política a situação de momento é de absoluta calmaria. O ex-governador Ciro Gomes, ao que parece, retirou mesmo sua pré-candidatura à Presidência da República e seu partido, no último final de semana, manifestou publicamente a intenção de apoiar Dilma Rousseff (PT). Assim, o desenho, agora, indica uma provável polarização com os candidatos José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva.
No âmbito da Justiça, a única novidade aliás, novidade não é mais, pois ocorre com frequência é mesmo a provável greve dos servidores da Justiça Estadual e Federal. Os movimentos paredistas, absolutamente justos, começaram tímidos, mas nos últimos dias ganharam força com a adesão dos Oficiais de Justiça.
Se o Oficial de Justiça deixa de cumprir mandados de citação e de intimação, os processos não terão condições de caminhar regularmente. Com isso, a justiça deve mesmo parar, de verdade.
Diante desse quadro débil de assuntos interessantes a grande novidade da semana ficou por conta da convocação dos jogadores da Seleção Brasileira para a Copa da África do Sul, efetivada na terça-feira pelo técnico Dunga.
A novidade na lista do professor foi a inclusão, entre os convocados, do atacante Grafite, ex-jogador do São Paulo que atualmente joga na Alemanha. A decepção foi a não inclusão de Paulo Ganso e Neymar. O técnico não se rendeu aos apelos do povo brasileiro, inclusive do próprio Presidente Lula, que teria se empenhado pessoalmente.
A lista contempla, sem dúvida, aqueles jogadores que estiveram com o treinador nos últimos 3 anos e meio. Para muitos o treinador foi “turrão”. Para outros, coerente. Manifestei, neste Comércio, em 22 de setembro do ano passado, minha admiração e respeito pelo trabalho do Dunga. Obteve êxito até a presente data em todos os títulos que disputou com a Seleção Brasileira: Campeonato Sul Americano, Copa das Confederações e eliminatórias da Copa.
A torcida de todos agora é para que os convocados cheguem à África do Sul em ótimas condições físicas. Em 2006, infelizmente, tínhamos no papel o melhor time, mas os convocados não estavam preparados fisicamente para disputar uma Copa do Mundo, onde se concentra o que existe de melhor no futebol mundial.
Confesso que estou otimista e já sentindo um ar de hexacampeonato. Agora nos resta torcer e assistir na telinha o provável êxito do futebol brasileiro. Como bem dizia Nelson Rodrigues, agora é hora da “Pátria em chuteiras”.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca