08 de julho de 2026

Prefeitura de Cássia implanta merenda saudável nas escolas


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NUTRITIVO - A prefeita de Cássia, Ana Cáris, determinou que escolas e creches passem a servir merenda com produtos naturais conforme manda lei estadual

Bala, chiclete, refrigerante e gelatina. Estes são alguns itens banidos das escolas das zonas urbanas e rural e das creches de Cássia (MG) por determinação da Prefeitura Municipal que está cumprindo uma lei estadual que prevê que a merenda saudável seja instituída em todas as unidades de ensino. No lugar, entraram arroz, feijão, sucos feitos da fruta e banana. Até a tradicional salsicha perdeu espaço no cardápio para o peixe e a carne moída para o frango. As cantinas que vendem lanche também tiveram que se adaptar. Nada de frituras, biscoitos recheados e guloseimas como doces e salgadinhos industrializados. No lugar, sanduíches naturais, barrinha de cereal e salgados assados. De sobremesa, os alunos ganham rapadura, mel, geleia e doces caseiros (abóbora, leite e arroz doce).


O novo cardápio passou a ser servido a 1569 estudantes que, se quiserem levar lanche de casa, terão que seguir a nova determinação.


A nutricionista Sheila Morais Ferreira, responsável por implantar a merenda saudável, diz que os alunos se adaptaram bem ao novo cardápio. “Só estamos tendo dificuldade para inserir o quiabo. Mas no geral, as crianças gostaram das novidades e não tivemos muito trabalho de implantá-las”, disse a nutricionista, ressaltando que a proposta é oferecer uma alimentação mais saudável para os estudantes que muitas vezes abusam de lanches artificiais e gordurosos. As cozinheiras também tiveram que reduzir o uso de extrato de tomate e corantes na produção da merenda. Até mesmo o tradicional caldo de galinha foi banido da lista de compras.


O cardápio muda toda semana, sendo sempre acompanhado pela nutricionista. Além disso, antes era servido dois dias de comida e três de sopa. Agora são dois de sopa com o intuito da merenda ficar mais nutritiva e variada.


As verduras, legumes e as bananas serão compradas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de agricultores familiares do município e repassadas para a Secretaria Municipal de Educação. Segundo a nutricionista essa é também uma forma de ajudar os agricultores a aumentarem a renda. “É tudo bem natural, não tem agrotóxico. É o que prevê a lei que foi criada em julho do ano passado e entrou em vigor no último mês de março”, afirmou Sheila Ferreira.