08 de julho de 2026

Às mães que já se foram


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...gostaria de dizer-lhes:

que elas permanecem;

que não lhes ofertamos só orações;

nem só saudades;

que não nos sentimos órfãos e abandonados;

que percebemos sua luz e presença em nós;

que somos abençoados, minuto a minuto, iluminados por essa chama materna do amor

de Mãe Maria a simbolizar todas em si, em ofertas e benesses;

que ao nos tornarmos mães, ampliamos essa rede de doação materna, interligada por um amor completo, integral, amor-maior;

que seus exemplos se fixaram em nós, quais moldes, modelos de dedicação, generosidade ímpares;

que percebemos seus sinais, desejos, preocupações, mensagens em nosso viver;

que de onde estão, somos agraciados com sua bênção, presença, comprometimento para conosco;

que não seremos jamais desprestigiados por elas, sequer legados ao abandono.

 ...gostaria de dizer-lhes:

 que ao recebermos tudo isso, tentamos estender parte significativa deste imenso amor, desta orientação, ao nosso próximo, a todo homem, mulher e criança, no dia-a-dia, nas oportunidades mil que se nos oferecem.
 
 Ofereçamos quando possível, não só neste Dia das Mães, pouco que seja, destes valores maternais recebidos a mãos cheias, ainda que incógnitos, desde que a figura de uma mãe foi posta no mundo.

 Mães que se foram, ó maravilhosas mães, vocês continuam eternamente em nós.

 Suas bênçãos, mães queridas!

 

Maria de Lourdes  Liporoni Martins
professora, escritora, membro da União Brasileira de Escritores e autora de Eu, Mercador do Eu Sou, Orgasmos de um Gordo e Contos,  Delineios e Pecê, o computador aloprado