...gostaria de dizer-lhes:
que elas permanecem;
que não lhes ofertamos só orações;
nem só saudades;
que não nos sentimos órfãos e abandonados;
que percebemos sua luz e presença em nós;
que somos abençoados, minuto a minuto, iluminados por essa chama materna do amor
de Mãe Maria a simbolizar todas em si, em ofertas e benesses;
que ao nos tornarmos mães, ampliamos essa rede de doação materna, interligada por um amor completo, integral, amor-maior;
que seus exemplos se fixaram em nós, quais moldes, modelos de dedicação, generosidade ímpares;
que percebemos seus sinais, desejos, preocupações, mensagens em nosso viver;
que de onde estão, somos agraciados com sua bênção, presença, comprometimento para conosco;
que não seremos jamais desprestigiados por elas, sequer legados ao abandono.
...gostaria de dizer-lhes:
que ao recebermos tudo isso, tentamos estender parte significativa deste imenso amor, desta orientação, ao nosso próximo, a todo homem, mulher e criança, no dia-a-dia, nas oportunidades mil que se nos oferecem.
Ofereçamos quando possível, não só neste Dia das Mães, pouco que seja, destes valores maternais recebidos a mãos cheias, ainda que incógnitos, desde que a figura de uma mãe foi posta no mundo.
Mães que se foram, ó maravilhosas mães, vocês continuam eternamente em nós.
Suas bênçãos, mães queridas!
Maria de Lourdes Liporoni Martins
professora, escritora, membro da União Brasileira de Escritores e autora de Eu, Mercador do Eu Sou, Orgasmos de um Gordo e Contos, Delineios e Pecê, o computador aloprado