09 de julho de 2026

Cesáreas continuam preferidas na região


| Tempo de leitura: 1 min

Na última década, a taxa de cesáreas no Estado de São Paulo saltou de 48,3% para 56,7% dos partos. Na região de Franca, os números passaram de 59,5% para 63,9%. A Organização Mundial de Saúde limita o índice a 15% como aceitável. Segundo a ginecologista Ana Lúcia Castro Rodrigues, atualmente o posicionamento mais comum entre os médicos é de que, quando possível, as pacientes devem escolher a via de parto a partir das informações apresentadas pelos profissionais.


A opção não foi possível no caso da funcionária pública Lígia Viana, 28. Ela pretendia dar à luz ao primeiro filho, Artur, em um parto normal, mas viu suas expectativas frustradas por causa de sua pressão arterial que disparou quando completou 40 semanas de gestação, há dois meses. "Tive que fazer cesárea, porém a verdade é que me senti aliviada. Tinha medo do parto normal por ele (seu filho). A gente ouve falar tanta coisa. Você fica ansiosa, afinal, o bebê pode nascer a qualquer hora", lembrou Lígia.


O medo e a ansiedade estão entre os principais motivos que levam as mulheres a optar pela cirurgia. Além deles, Ana Lúcia Castro aponta ainda a pressa, a curiosidade e uma novidade: as demandas da vida moderna. "Não é raro a paciente morar em Franca e os familiares em outra cidade, o marido trabalhar fora... Então, é preciso programar uma data para que todos estejam disponíveis e conciliar suas vidas profissionais", disse a ginecologista.


Apesar da aparente comodidade oferecida pela cesárea, a médica alerta para os riscos da cirurgia. "As complicações mais temidas decorrentes do parto são hemorragias e a infecção. Elas são raras, mas quando acontecem são mais frequentes em cesarianas", disse a médica.