O canguru é um mamífero muito interessante que vive na Austrália. Aliás, ele é o animal - símbolo deste país. O nome canguru tem origem na linguagem dos nativos encontrados pelos ingleses que colonizaram o lugar. Canguru tanto pode significar “bicho cinzento”, na língua dos aborígenes, quanto pode ser traduzido por “não sei”. Bicho cinzento a gente até entende, pois é esta a cor dele. Mas “não sei”, por que seria? A explicação é a seguinte: quando os ingleses chegaram à Austrália, e viram aquele bicho que para eles parecia esquisito, perguntaram aos aborígenes seu nome. Como os moradores do local não entendiam o que os estrangeiros perguntavam em inglês, respondiam “can gu ru”, que é uma frase para dizer “não sei”. Os ingleses acharam que a resposta era o nome do bicho.
Vamos agora ao animal, que cientificamente é um mamífero marsupial. Marsupial é o animal que tem uma bolsa na barriga para acolher o filhote. Ele vive nas planícies, pesa até noventa quilos, as fêmeas são menores. Têm a cabeça pequena em relação ao corpo. E orelhas grandes. O pelo é espesso. As patas traseiras são muito desenvolvidas. A cauda, enorme, mede de 0,70 cm a 1,40 m. Dizem que os cangurus crescem durante toda a vida. São diferentes dos humanos e de outros animais que crescem até a adolescência e depois param. Cangurus, quando precisam se locomover, não andam, eles saltam. Como saltam alto, a distância que percorrem chega a alcançar 50 km/hora. Comem folhas, frutos, brotos de árvores. Convivem bem com os humanos.
As fêmeas exibem uma particularidade: têm na frente do corpo, na parte externa da barriga, uma bolsa. Nela é acomodado o filhote, desde que nasce até completar um ano. E o filhote, vejam só, nasce muito pequeno. Pequeníssimo. Dizem que tem o tamanho de um tomate. Assim que nasce vai direto para a tal bolsa, chamada marsúpio, e ali fica bem quietinho, acabando de se desenvolver. Só sai da bolsa quando completa um ano. A mãe canguru só tem um bebê de cada vez.