10 de julho de 2026

Comerciantes podem estar envolvidos em receptação


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TRISTE REALIDADE - O montador de calçados Gilmar Alves, 40, mostra porta arrombada por onde ladrões entraram em sua construção no Jardim Luiza II em abril deste ano. Bandidos furtaram as portas dos quartos, ferragens e até o vitrô do banheiro

O investigador Ricardo Ferrarezi, do 4º Distrito Policial, unidade que apura os furtos nos bairros da zona Sul, afirmou que até quatro ocorrências são registradas por dia na delegacia em que trabalha. "Os números, infelizmente, são grandes", admitiu. O furto de fiação é o mais comum e, segundo ele, viciados em drogas estão envolvidos nos crimes. "Eles (viciados) dormem de dia e agem na 'calada' da noite".


Ainda de acordo com Ferrarezi, uma lista de acusados foi elaborada. Outra lista tem cerca de 15 estabelecimentos suspeitos de envolvimento com a receptação dos produtos. "A polícia catalogou locais suspeitos de estarem comprando os objetos furtados e investiga a participação de comerciantes no crime de receptação", disse.


Os furtos em construções não se limita à zona Sul. O delegado do 5º DP, Helder Rodrigues, sem citar estatísticas, admitiu que as ocorrências em bairros novos da zona Norte é "considerável". O Jardim Luiza II é um deles. Lá, Gilmar Alves viu ladrões levarem até as portas internas da casa que constroi. Restou fazer boletim de ocorrência.


O delegado Luís Carlos da Silva, do 1º DP, conviveu com os furtos nos terrenos que abrigavam obras no Residencial Amazonas no ano passado. Para Silva, a ocupação dos imóveis é determinante na diminuição do número de furtos registrados pela polícia.