09 de julho de 2026

Ex-pastor evangélico é condenado por abusar de menina


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PRISÃO EM 2006 - Cláudio Lopes é visto no momento da prisão em maio de 2006. Poucos dias depois ele foi libertado até que mandado de prisão fosse expedido na última semana

O ex-pastor evangélico Cláudio Lopes, 56, morador no Jardim Vera Cruz II, foi condenado a seis anos em regime fechado por atentado violento ao pudor e preso no início da tarde de sábado. Lopes foi acusado em outubro de 2005 de molestar uma menina, na época com 11 anos. A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) instaurou inquérito, investigou o caso e o encaminhou para a 3ª Vara Criminal. Ele respondeu ao processo em liberdade. Condenado pela Justiça de Franca, recorreu. Em 11 de março deste ano o TJ (Tribunal de Justiça) do Estado de São Paulo manteve a condenação. O mandado de prisão foi expedido no início da semana passada e cumprido sábado por PMs.


Cláudio Lopes foi detido pelos soldados Guimarães e V. Silva, da 6ª Companhia da Polícia Militar, por volta das 12h20 de sábado, quando fazia compras em um supermercado próximo a sua residência, no Jardim Vera Cruz II. O ex-pastor de uma igreja evangélica do Jardim Cambuí não reagiu e disse aos policiais que tinha conhecimento da condenação.

"Recebemos informações de que ele era procurado e o localizamos ao lado de seus dois filhos menores (o pastor é pai de uma terceira filha que é casada). Ele disse que sabia da condenação. Não reagiu, acabou apresentado no plantão e recolhido na cadeia de Igarapava (onde acusados de crimes sexuais são presos por medidas de segurança)", disse o soldado Guimarães.


A denúncia contra o ex-pastor partiu da mãe da menina e ele, em entrevista ao Comércio publicada em 12 de maio de 2006, confirmou as acusações: "Eu estava em casa em um dia de manhã com uma menina que considero uma sobrinha (ela era amiga de suas filhas). Ela brincava de esconde-esconde, correndo na sala e pediu para que eu escondesse ela dos meninos. Foi quando eu levantei, abracei e beijei ela na boca". As acusações surgiram em outubro de 2005 e o pastor, na época, residia no Jardim Luiza.


O advogado Valci Gonzaga, que trabalhou na defesa do ex-pastor, disse ontem que não pretende recorrer da decisão do TJ. "Ele vai iniciar o cumprimento (da pena). Depois que não dever mais nada à Justiça vai seguir a vida dele". Gonzaga admitiu que seu cliente tinha conhecimento da decisão judicial. "Eu estava acompanhando o processo e a expedição da ordem de prisão para que ele pudesse se entregar".


O crime de atentado violento ao pudor vigorou até agosto do ano passado, quando passou a valer a lei 12.015. Desde então, qualquer crime sexual é enquadrado como estupro. No caso do ex-pastor, as denúncias são anteriores e por isto ele foi julgado e condenado pelo crime mencionado.


OUTRAS ACUSAÇÕES
O ex-pastor, em março de 2006, também foi acusado de molestar outra menina de 10 anos. Na ocasião, Lopes ofereceu carona para a criança, que era frequentadora do templo onde ele atuava como pastor no Jardim Cambuí. A criança voltava para casa, no Jardim Luiza, e aceitou a companhia do evangélico. O homem colocou a garota no cano de sua bicicleta para levá-la. No trajeto, segundo denúncia na delegacia, ele "ficava roçando o corpo" na menina. Lopes chegou a ser preso em maio daquele ano preventivamente e assumiu na polícia ter acariciado a criança, mas depois voltou atrás em seu depoimento na Justiça.


De acordo com Gonzaga, a denúncia foi julgada e o seu cliente absolvido. Ainda de acordo com o advogado, uma outra acusação, a de que ele teria passado as mãos nos seios de uma terceira menina quando era proprietário de uma sorveteria, não chegou a ser apresentada na Justiça.