08 de julho de 2026

Traição


| Tempo de leitura: 2 min
É MEU! - Tatiana, 18, é honesta ao dizer que checa e cuida de perto tudo que envolve seu namorado Felipe. ‘Não custa garantir’

A traição sempre foi um assunto polêmico. Elas acontecem em toda parte do mundo e com casais de todas as idades e classes sociais. Celebridades de todo o mundo têm sofrido - e feito muita gente sofrer - com escândalos de poligamia. Quem não se lembra, por exemplo, do caso de Tiger Woods, o jogador de golfe que admitiu no fim do ano passado ter sido infiel a esposa Elin Nordgren? Ou mais recentemente, da atriz Sandra Bullock ter descoberto a traição do marido Jesse James, que, assim como o esportista, admitiu o deslize extra conjugal?


Mas se isso acontece no mundo dos astros e estrelas mundiais, que vivem perseguidos pelas lentes indiscretas dos paparazzi, imagine no nosso, que não temos um fotógrafo na cola dos nossos parceiros? Essa simples suposição, de poder estar sendo alvo de uma traição, tem enlouquecido casais e levado muitos deles às clínicas de psiquiatras, terapeutas e psicólogos.


Na maioria dos casos simplesmente não existem traições. O que tira o sono dessas pessoas é um ciúme excessivo que pode virar doença séria.


O casal Felipe Cappillaro Frota, 22, e Tatiana Prazeres, 18, está junto há quase dois anos. Nunca foram traídos ou traíram, mas mesmo assim reconhecem viver em busca de um sinal que denuncie o outro. Tatiana costuma dizer que confia no namorado, mas não nas meninas que podem estar afim dele. "Cuido de perto e vigio mesmo. Checo tudo: celular, horário que saiu e chegou, compromissos e com quem esteve. Nunca encontrei nada, mas não custa garantir", conta.


Para a terapeuta de casais Tânia Regina Oliveira Alves, quando as pessoas apresentam o tipo de comportamento que ela chama de ciúme patológico, elas mostram também que não aprenderam a confiar no outro, além de manifestarem insegurança excessiva, carência afetiva e baixa autoestima. "Elas têm necessidade de serem amadas à sua maneira e estipulam a forma como esse amor tem que acontecer. Cobram quantas vezes o parceiro ou a parceira tem que ligar e até como devem se comportar. Quando a pessoa não corresponde a essas expectativas alimentam sua insegurança e imaginam situações que não aconteceram”, conta a terapeuta.
A pressão fica tão grande que o cônjuge, mesmo nunca tendo traído, acaba cedendo e deixa de fazer o que antes era parte da sua rotina, como jogar futebol, ir ao cabeleireiro e até trabalhar.
O ciumento então, em vez de dar credibilidade a quem deixou de fazer algo que gostava para provar uma fidelidade que sempre existiu, alimenta sua imaginação. A medida que o companheiro vai se deixando controlar, aumenta o ciúme da outra parte: "Está vendo, se ela pediu demissão do trabalho é porque estava mesmo, como eu supunha, tendo um caso com o chefe".
Tânia Regina não acredita em sinais claros de traição. Para ela o melhor sinal é uma relação que não vai bem, ou seja, que não tem comunicação, afetividade e interação. A orientação da terapeuta de casais é procurar uma avaliação psicológica ou psiquiátrica para serem orientados o quanto antes.

Veja o quadro abaixo: