Todos os indicadores divulgados nos últimos dias mostram o bom momento vivido pela construção civil no País. No Comércio, anúncios e classificados também apresentam a ótima situação do setor na cidade.
De acordo com um estudo publicado ontem pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), a construção civil é um dos setores que mais têm contribuído para a geração de empregos no Brasil, tanto em termos de quantidade de vagas como de qualidade do trabalho. Muitas empresas do ramo adotam programas para incentivar seus funcionários a darem continuidade aos estudos. Mais capacitados, os trabalhadores têm conquistado melhores salários.
É uma situação bastante diferente da verificada há menos de 20 anos, quando o trabalhador da construção civil, em sua maioria, era pouco alfabetizado. Hoje, diante da demanda e da necessidade de maior qualidade das construções em geral, as empresas investem na capacitação do seu profissional. No final, todos ganham: construtoras, funcionários e consumidor. Tendo por base levantamentos feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério do Trabalho, o estudo da CBIC mostra que, além do aumento da escolaridade dos funcionários do setor, há uma “crescente melhoria das condições de trabalho” e da formalização dos empregos.
Dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, mostram que, em 2002, 63,6% dos trabalhadores da construção civil sequer haviam concluído o ensino fundamental, tendo menos de oito anos de estudo. Apenas 36,1% tinham conseguido chegar ao ensino médio. Já em 2010, o percentual de trabalhadores que estudaram mais de oito anos subiu para 47,8% e cerca de 26,6% dos funcionários empregados no setor - o que representa 442,8 mil profissionais - têm mais de 11 anos de estudo. Em 2002, eram apenas 256,3 mil trabalhadores (ou 19%) com esse perfil.
Ou seja: o emprego na construção civil deixou de ser opção para quem não tinha condições de estudar e aprender uma profissão. Hoje, exige especialização. Diante disso, as empresas buscam dar condições para seus trabalhadores aprenderem mais não só no que diz respeito ao trabalho que realizam, mas também para que avancem em sua instrução formal. Ou seja: estimulam todos para que tenham condições de expandir os seus conhecimentos e até buscar uma maior instrução, na direção do aprimoramento e da capacitação profissional. O que não é apenas louvável, mas também digno de ser copiado. Se outros setores encararem o assunto da mesma forma, certamente este País terá condições de crescer com mais celeridade. O incentivo ao estudo é um dos caminhos para isso.