10 de julho de 2026

Francanos apostam na Copa para faturar


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TORCIDA BRASILEIRA - No clima da Copa, as vendedoras da Casa Boleli, Janete Gomes e Tamara de Souza (dir. para esq.), mostram alguns dos itens comemorativos ao evento já à venda nas lojas

A pouco mais de um mês para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, empresas de diversos setores de Franca já começam a lucrar com a exploração do evento esportivo. O campeonato mundial impulsiona as vendas desde uma simples bandeira, comercializada por R$ 1, até produtos mais sofisticados como televisores LCD. A previsão é de uma movimentação comercial ainda maior a partir deste mês. Para os empresários mais otimistas, o incremento de vendas na cidade motivada pelo torneio ultrapassará os 30%.


O diretor da Lunette, Paulo Bastos, dobrou a produção de sua empresa especializada na fabricação de brindes no mês passado. Canecas, canetas, bonés, camisetas e porta óculos são os campeões de pedidos. "Fazíamos em média de quatro mil peças mensais, com a aproximação da Copa aumentamos para dez mil unidades". Entre os principais clientes estão postos de combustíveis, estacionamentos, concessionárias, óticas e fábricas de calçados. "Quanto mais próximo fica da competição, maior é o interesse. Toda empresa quer relacionar sua marca ou produto com o evento", disse Eduardo Carvalho, proprietário da Contatto, empresa de representação de brindes.


Com oito lojas na cidade, a Casa Boleli entrou no clima da seleção com a chegada de buzinas, chapéus, cornetas, perucas, colares, apitos e bandeiras. Ao todo são 30 itens nas cores verde e amarelo que têm a intenção de despertar a atenção dos clientes, em especial do público infanto-juvenil. Somente de buzina e bandeira, a rede espera vender dez mil peças. "Colocamos os produtos em exposição para poder despertar as vendas, que serão maiores a partir do primeiro jogo da Copa", disse o proprietário Carlos Antônio Ferreira Júnior. A primeira partida acontece no dia 11 de junho.


Na fábrica de confecções Detally's, a produção de camisetas alusivas ao mundial será reforçada a partir dessa semana. Como o número de encomendas tem crescido, a empresa quer criar um estoque para poder dar conta da demanda. O objetivo é confeccionar mil peças de diferentes estampas e modelos. A produção também está acelerada na empresa de lingerie Frelith. A diretora Sueli Silva está confiante no aumento de até 30% no número pedidos de calcinhas e sutiãs, tops e até cuecas nas cores da bandeira, em relação à última Copa.


Para quem trabalha com bebidas, o evento também é promessa de lucro e a expectativa se torna ainda maior para os dias de jogos da seleção brasileira. "Esperamos vendas em dobro em comparação a um dia normal, afinal brasileiro tem paixão por festa e futebol e o francano não é diferente", disse Flávio Diniz, proprietário de um bar na zona oeste da cidade.


No setor de eletrodomésticos, somente na loja J.Mafhuz, no calçadão da Voluntários da Franca, a expectativa é vender mais de 50 TVs nesse mês e manter as vendas em altas em junho. Para o gerente Elton Alves, trocar a televisão antiga por uma nova é comum em ano de Copa. No Walmart, uma negociação com uma marca de TV aposta na venda de dezenas de unidades de LCD de 37’ Full HD por menos de R$ 2 mil. "A tendência neste ano é trocar o televisor de tubo por um aparelho de tela fina. Com isto e o bom momento da economia, esperamos vender 40% a mais de televisores este ano", disse Rafael da Silva Gomes, diretor comercial do Walmart, via assessoria de imprensa. Já o Carrefour planeja vendas em alta para as TVs de 32 polegadas com aparelhos de conversor integrado e Full HD. Para facilitar as compras, a rede oferece condições de parcelamento em até 18 vezes sem juros no cartão da loja.