Um ditado antigo diz que toda unanimidade é burra. Esse dito popular não serve para o ala/pivô Rogério Klafke. Com 39 anos de idade, no dia 25 de abril Rogério comemorou 10 anos dedicados ao basquete francano. Neste período, de acordo com levantamentos do professor Sérgio Aleixo, eterno mordomo da equipe francana, Rogério disputou 744 jogos com a camisa do time francano, marcou 13.796 pontos, uma média de 18,5 pontos por partida. Dos 744 jogos disputados por Franca, ele foi cestinha em 259.
“É uma vida. Estou extremamente orgulhoso e muito feliz por ter participado da história de Franca. Isso mostra que o meu trabalho foi bem feito, desde o começo. Quando se trabalha com disciplina, o resultado aparece. Os números são expressivos, me surpreenderam, e ao mesmo tempo me encheram de motivação para jogar por mais uns 15 anos”, disse Rogério aos risos.
A primeira passagem do jogador pela equipe francana foi 1993, ficando até 1998, quando saiu para jogar no Vasco da Gama, onde ficou quatro temporadas. Depois do Vasco, Rogério passou uma temporada no Universo Ajax, em Goiânia (GO), e duas no time de Uberlândia. Antes de jogar em Franca ele também passou no Sogipa (RS), Monte Líbano (SP) e Jales (SP). Pela seleção brasileira foram 121 confrontos.
Nos seus 21 anos de carreira, 15 deles Rogério esteve com técnico Hélio Rubens Garcia. O treinador não mede elogios ao jogador. “O Rogério é um jogador especial. É veterano, o mais experiente aqui, e continua jogando um basquete de primeira. É o único que não tem contusão. A gente tem que reconhecer este talento tão raro. É difícil encontrar jogador como ele, por isso o Rogério merece tudo isso, todas as homenagens.”
Segundo o Território LNB (blog oficial da Liga Nacional de Basquete), Rogério é o recordista de participações em campeonatos nacionais: títulos, pontos, vitórias e minutos em quadra. Recorde é com ele mesmo e ao que tudo indica, deverá bater outros ainda em sua carreira. Ele não pensa em parar de jogar tão cedo.
Para o capitão do Vivo/Franca, falar do amigo é fácil. “Eu sou suspeito para falar do Rogério, pois 90% das nossas carreiras passamos juntos. Ele não é apenas amigo, é companheiro acima de tudo, um grande camarada”, disse Helinho.
Até o norte-americano Tony Stockman, que está no Brasil a menos de um ano, é admirador de Rogério. “Não é qualquer jogador que consegue chegar aos 39 anos jogando como o Rogério. Ele é fora de série”, afirma Tony.