O Vaticano deve iniciar nos próximos dias uma investigação formal às denúncias de pedofilia que recaem sobre o padre José Afonso Dé. A informação é do bispo diocesano de Franca, Dom Pedro Luiz Stringhini. Ele revelou ter sido convocado pelo núncio apostólico Dom Lorenzo Baldisseri para ir a Brasília na próxima semana a fim de receber orientações sobre o caso. Dom Pedro Luiz foi comunicado ontem da reunião e informou que a Justiça Eclesiástica vai trabalhar ao mesmo tempo que a Justiça comum. "Já havia uma investigação informal que tomará, a partir de agora, forma mais jurídica", disse o bispo.
A Nunciatura Apostólica -que funciona com a embaixada do Vaticano no Brasil - foi comunicada sobre a existência das denúncias contra o padre Dé em 14 de abril pelo bispo de Franca.
O religioso que atuava como vigário da Paróquia São Vicente de Paulo foi afastado de suas funções desde o surgimento das denúncias, em março. Desde então, padre Dé não celebra missas, casamentos ou realiza atendimentos e está recolhido na casa de amigos na cidade. Com a abertura dos procedimentos no Tribunal Eclesiástico, ele corre o risco de deixar de ser padre. O julgamento fica a cargo do Vaticano.
Dom Pedro Luiz deve participar da Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que acontecerá em Brasília por ocasião do 16º Congresso Eucarístico Nacional, de 13 a 16 de maio.
Colaborou Marco Felippe