08 de julho de 2026

Língua afiada


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Durante evento em Franca, deputado faz pesadas críticas e chama prefeita de Ribeirão Preto de ladra.

 

O deputado federal por Ribeirão Preto, Fernando Chiarelli (PDT), é conhecido pela língua afiada e constantes ataques que faz aos adversários políticos. Quando vereador, foi cassado por falta de decoro parlamentar ao ofender um colega deficiente físico. Chiarelli veio a Franca, ontem, participar do 2º Congresso dos Municípios do Comam. Aqui, detonou a prefeita de sua cidade, Dárcy Vera (DEM), a quem chamou de ladra.


O ataque foi feito diante de uma platéia formada por pelo menos 20 prefeitos. Durante seu discurso, para falar da necessidade de os prefeitos serem solidários, Chiarelli deu o exemplo de um general do exército soviético que derrubou a patente de seus comandados por eles não darem socorro a um companheiro ferido. Foi quando disparou contra Dárcy, que não estava presente. 'Digo isto pela posição daquela ladra que, hoje, impera em Ribeirão Preto, aquela Geisebel que joga a culpa nos prefeitos pela desgraça que está ocorrendo lá'.


O deputado se referia a entrevista em que Dárcy afirmou que os municípios vizinhos sobrecarregam as unidades de saúde de Ribeirão Preto. 'Ela deveria respeitar as cidades, mas jamais vai, pois trata-se de uma condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por enriquecimento ilícito'. Exaltado, Chiarelli continuou disparando e lembrou as eleições de 2008, quando foi impedido de enfrentar a adversária na disputa pela Prefeitura. 'Todo mundo sabe da ilegitimidade do cargo que ela ocupa, pois compraram a eleição por mais de R$ 15 milhões que foi dado (sic) para o Campos Machado (deputado líder do PTB) para que ele negasse legenda para o verdadeiro candidato a prefeito", ele, no caso.


Em seguida, Fernando Chiarelli virou-se para a mesa de honra e fez média com Sidnei Rocha. 'Se ele fosse prefeito de Ribeirão, tenho certeza que a atitude dele seria outra. Tenho certeza que a gente não estaria exportando dengue para Franca'. Sidnei, que não nutre simpatia por Dárcy, deu um largo sorriso.

 

BAIXARIA
Um fato constrangedor agitou os corredores do hotel em que aconteceu o Congresso do Comam. O ex-vereador e candidato a conselheiro tutelar, Marcelo Mambrini, discutiu e quase saiu no tapa com o vereador Antônio Pádua Alves (PSDB), de Ribeirão Corrente. Entre gritos de cala a boca, chegou a dizer que o parlamentar não sabia do que ele era capaz. A confusão aconteceu no espaço destinado a exposições de peças artesanais dos Fundos de Solidariedades dos municípios, e foi presenciada por diversas testemunhas.


DEPUTADO GASTÃO
Sumido dos noticiários, o deputado Roberto Engler (PSDB) enfim apareceu ontem. Levantamento feito pelo site UOL Notícias nas contas da Assembléia Legislativa de São Paulo mostrou que o tucano gastou R$ 18.314 em serviços gráficos e na postagem de correspondências com dinheiro público nos meses de janeiro e fevereiro. Os recursos teriam sido usados para o envio de cartas ou malas diretas para os eleitores. De acordo com a publicação, Engler é o segundo colocado no ranking da gastança. Só perdeu para Carlos Gianazzi (Psol) que torrou R$ 18.796.


VEREADORES ECONÔMICOS
Investigados pelo Ministério Público por aumentarem os próprios salários, os vereadores de Franca não deram as caras no leilão da Apae sábado. Apenas Laércinho (PP) e Paulo Zamikhowsky (PSB), ex-presidente da entidade, foram vistos por lá. Laércinho arrematou um lote de gado por R$ 8 mil.


PREFEITO TÍMIDO
Acompanhado da primeira dama, Diva Faleiros, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) ficou pouco tempo no leilão. Disse à coluna que, desde menino, em Itirapuã, nunca gostou de participar de eventos do tipo. 'Você fica muito exposto. Por incrível que pareça, sou tímido'. Não fez lances, alegando que os presentes poderiam confundir o gesto com propaganda política.


MOTOQUINHA
Dos deputados de Franca, apenas Roberto Engler (PSDB) não foi ao leilão. A curiosidade ficou por conta de Ricardo Salomão, assessor de Ubiali (PSB), que arrematou uma minimoto por R$ 5 mil. Amigos fizeram piada com sua baixa estatura e disseram que ele vai usar o veículo no trabalho.


SESSÃO QUEBRADA
Na reunião passada, os vereadores aprovaram projeto que quebra as sessões em dois períodos. Dizem nos corredores da Câmara que a proposta apresentada por Jépy Pereira (PSDB) teria a finalidade de atingir a vereadora Graciela Ambrósio (PP) no seu horário de trabalho na delegacia. A mudança, também vai mexer com a vida profissional dos vereadores que têm outras ocupações profissionais, como Marcelo Valim (rádio), Rui Engrácia (Sabesp) e Joaquim Ribeiro (Unimed).

 

Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br