11 de julho de 2026

CPI da Pedofilia vai oficializar a convocação de padre Dé


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O PARLAMENTAR - O senador Magno Malta (PR-ES) em discurso no plenário. CPI da Pedofilia vai convocar padre francano para oitiva que ainda não tem data para acontecer

O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, vai oficializar amanhã a convocação do padre José Afonso Dé para uma oitiva na CPI da Pedofilia. A comissão foi criada para combater crimes sexuais contra crianças e adolescentes e diante da repercussão nacional do caso Malta se interessou pela investigação de pedofilia que envolve o padre de Franca. No começo do mês, o religioso, que atuava como vigário da Paróquia São Vicente de Paulo, no Jardim Tropical, foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de estupro de vulnerável (no caso dos menores de 14 anos) e atentado violento ao pudor mediante fraude (para supostas vítimas acima de 14 anos).


Para o padre ser ouvido na CPI é preciso a votação favorável da maioria dos membros que a compõem (no total de sete). Ontem, antes mesmo da votação que acontece amanhã à tarde, o senador confirmou a convocação do padre Dé. No entanto, ele não soube precisar quando e onde o sacerdote será interrogado. Existe a possibilidade da oitiva acontecer em Franca. "É certo que o padre vai ser chamado, mas não sei dizer quando. Temos quatro votos, mas a convocação depende de vários fatores. Estamos cheios de trabalho. A nossa assessoria está tentando requerer o inquérito junto ao promotor do caso para que a gente possa se informar", disse Malta. Outra possibilidade levantada é o pedido de uma acareação entre o padre Dé e as supostas vítimas.


O último trabalho de destaque da comissão resultou na prisão de um monsenhor e dois funcionários dele suspeitos de abusar de menores em Arapiraca (AL). Eles receberam voz de prisão depois de acareações com outros acusados do crime.


Criada no dia 25 de março de 2008 no Senado Federal, a comissão atua em parceria com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal e afirma já ter recebido mais de três mil denúncias de pedofilia.


Fazem parte da CPI, além de Magno Malta, os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Paulo Paim (PT-RS), Romeu Tuma (PTB-SP), José Nery (PSOL-PA) e Papaléo Paes (PSDB-AP).