08 de julho de 2026

Viajar e conhecer


| Tempo de leitura: 3 min

Uma das coisas mais legais da vida é viajar. Por isso, o Se Liga reservou para a quinta matéria da série especial sobre redes sociais, um site perfeito para quem curte sair por aí e conhecer lugares diferentes. É o Couchsurfing (www.couchsurfing.org), uma comunidade com adeptos do mundo inteiro que oferecem e buscam hospedagem gratuita.


O site, que garante ter proporcionado quase dois milhões de experiências de intercâmbio, surgiu há seis anos e foi fundado por quatro pessoas, incluindo um brasileiro, Leonardo Silveira, do Espírito Santo. Hoje, a rede tem mais de 1,8 milhão de pessoas cadastradas de 238 países e mais de 71,3 mil cidades diferentes. Conforme anuncia em sua página, o projeto acredita na ideia de que, ao proporcionar maior interação cultural entre as pessoas, vai transformar o mundo em um lugar melhor.


Para ser integrante da rede social é preciso fazer um cadastro inicial no site, em inglês, informando nome completo, email - com sistema de validação - , senha, login, idiomas falados, localização, além do interesse em se hospedar em lugares diferentes (surfing) e hospedar pessoas (hosting) - as duas opções são permitidas.


No ícone couch avaibility ("disponibilidade de sofá", em tradução livre) você pode dizer se tem algum canto para oferecer a alguém da rede ou se tem ao menos um tempo para tomar um café com a pessoa que visitar sua cidade.

Além disso, no cadastro é preciso concordar com o regulamento do site, incluindo premissas básicas como não enviar "spam", não utilizar o site para marcar encontros amorosos, não publicar conteúdo difamatório e impróprio como nudez entre outros.


A ferramenta digital conta também com seguidores de Franca. A reportagem encontrou uma comunidade de Franca formada por 19 integrantes e criada em dezembro de 2008. Dentre eles está João Paulo Guerra Rotelli, 21 anos. O estudante de Relações Internacionais se cadastrou no site no final de 2008, enquanto fazia um intercâmbio em Portugal. Ele estava em Braga e buscava uma acomodação em Paris, na França. Na ocasião, ele não chegou a estabelecer nenhum contato que permitisse o couch na França, mas um pouco mais tarde a rede social o ajudou bastante.


Em meados do ano passado, três semanas antes de iniciar um mochilão pelo Leste Europeu, João Paulo fez alguns amigos que permitiram que ele ficasse hospedado de graça em quatro países distintos. Viajou por Alemanha, Polônia, Eslováquia e Bulgária sem gastar um tostão com hotel. De quebra, ainda aproveitou para conhecer pessoas de diferentes nacionalidades e ter contato mais próximo com as referidas localidades, fugindo do roteiro turístico tradicional.


"Você tem que se adaptar ao estilo de vida da pessoa que o hospeda, mas eu recomendo bastante. Em todos os lugares, fui muito bem recebido", afirma o universitário. Ele deixa como dicas de uso responsável do CouchSurfing fazer contato com antecedência, verificar as condições de hospedagem oferecidas, bem como o perfil e referências anteriores de cada anfitrião.

 

DICAS DE USO