Ver em um campo de futebol um atleta magro e alto; um gordinho; outro jogador mais forte, todos no mesmo time e correndo atrás de uma bola oval. Como? Uma bola oval? É isso mesmo, o que vai ser dito daqui para baixo não é sobre futebol, mas sobre o rúgbi. Esporte que chegou no Brasil no século XIX, junto com Charles Miller, o mesmo que trouxe para o país o futebol.
Apesar desses longos anos que já se passaram, o rúgbi não é um esporte tão tradicional entre os brasileiros, mas no último Campeonato Mundial, em 2007 na França, foi assistido por 4,2 bilhões de telespectadores. Audiência que só é superada pelas Olimpíadas e pela Copa do Mundo de futebol.
Para Franca, a modalidade ainda é nova, mas já tem um time que representa a cidade no Campeonato Paulista. E neste domingo, às 14 horas, no campo de futebol do Colégio Champagnat, no Centro (Rua Zeca de Paula), haverá a primeira partida oficial da equipe, o Diablos Rugby, na cidade. O adversário será o Cowboys, de Presidente Prudente. A entrada é gratuita.
O time francano não tem um ano de formação - efetivamente ele existe desde novembro de 2009. O professor de inglês Paul James Teait, 28, natural da Nova Zelândia - país tradicional no rúgbi -, foi quem deu o primeiro chute para criar uma equipe. Ele veio para o Brasil ao se casar com Denise Andrade Freitas Lemos Teait, de Patrocínio Paulista, e durante uma visita a Uberlândia (MG) no ano passado, conheceu um jogador de Sertãozinho.
Foi a partir desse encontro que Paul resolveu relembrar os tempos de colegial na Nova Zelândia, quando jogava rúgbi, e procurou pela internet, em comunidades de relacionamento, formar um time de 15 titulares e sete reservas. “Deixei mensagem na comunidade Franca, do Orkut (site de relacionamentos), para saber quem tinha interesse em participar de um time. Aos poucos foi surgindo interessados”, lembrou Paul, que em seu país de origem gostava mais de praticar slalom, modalidade ligada ao esqui. “Esqui aqui é impossível. Então decidi pelo rúgbi”, brincou.
O esporte, que pode lembrar um pouco o futebol americano - mas tem regras muito diferentes -, já levou à paixão adultos e crianças. O jogador mais jovem é Saulo, de 12 anos. O craque do Diablos, Weslley Souza da Silva, 22, trocou as “peladas” de futsal do final de semana, pendurou a chuteira de atacante, para ser o ponta. “Eu marquei o primeiro ponto do time oficialmente e isso foi muito legal para mim. Hoje já prefiro o rúgbi e assisto a vídeos e jogos para me aprimorar.” Na estreia, o time perdeu para Araraquara Locomotiva por 31 a 7.