09 de julho de 2026

Guanabara funcionará como porta de entrada para o CDP


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Os secretários Antônio Ferreira Pinto (Segurança Pública) e Lourival Gomes (Adminstração Penitenciária) abrem as portas do CDP em solenidade de inauguração da unidade

Mesmo depois de o CDP começar a abrigar detentos, a Cadeia Pública de Franca continuará a receber presos. Segundo o diretor da cadeia do Guanabara, Eduardo Lopes Bonfim, enquanto a nova unidade se adequa e ganha ritmo de trabalho, todos os homens que forem detidos em flagrante ou capturados em cumprimento a mandados de prisão em Franca serão levados à antiga cadeia. "A gente receberia todos os presos aqui e levaria para lá. Melhor fazer isso, do que levar um por vez. Isso deve evitar que a viatura e o pessoal fiquem esperando para fazer uma inclusão, conferir papelada e passar por exame médico na porta da unidade. Nós faremos isso para eles (funcionários do CDP). Começa como uma ideia de adaptação, mas se der certo pode se tornar permanente", explicou ele.


De acordo com o diretor do Deinter-3, Valmir Granucci, as transferências do Guanabara para o CDP devem acontecer a partir da primeira semana de maio. "A informação que nos foi passada pela SAP é de que devem começar no próximo dia 3", disse ele.


Ao mesmo tempo em que se adapta à rotina do novo presídio, a cadeia do Guanabara deve ser preparada para receber mulheres. Para Valmir Granucci, tudo deve acontecer simultaneamente. "Dependemos apenas das transferências para o CDP, vamos tomar rápidas providências, como pintura e pequenas reformas (no Guanabara)", disse ele.


Segundo Granucci, assim que os presos forem transferidos, a Cadeia Municipal de Franca começará a receber mulheres. "O projeto de reforma é bem simples e não haverá espera. Imediatamente já ocuparemos uma ala e na outra vamos fazendo (os reparos). Porque na região a situação das presas chega a ser desumana. Hoje, você tem uma cadeia (Batatais) com 20 vagas que abriga 140 presas", afirmou o diretor.


Pelo projeto da Delegacia Seccional de Franca, a estrutura oferecerá 150 vagas para mulheres e o restante da atual capacidade - 66 vagas - será reservado para uma ala masculina que abrigará presos provisórios que não são admitidos no CDP: os detidos em flagrante no período noturno e aos finais de semana, além dos presos por falta de pagamento de pensão alimentícia.