Com o slogan “Quem doa mais?”, a Apae abrirá seus portões hoje para receber 800 convidados em sua sede para o Leilão “União de Forças”. A ideia foi lançada em fevereiro e, desde então, a Apae ganhou quase 400 itens. Cerca de 250 foram divididos em mais de 100 lotes para os arremates. Os outros serão vendidos em um mega bazar ainda sem data definida. A expectativa é arrecadar R$ 500 mil com a venda das prendas.
O evento acontecerá no pátio de eventos da Apae, a partir do meio-dia e tem previsão de ser encerrado às 19 horas. O leilão das prendas está agendado para começar às 14 horas e deve durar mais de cinco horas. Os lotes são bem diversificados. Alguns produtos foram agrupados em kits para reduzir o número de lotes e agilizar o leilão. Um deles inclui uma mesa, um computador Positivo, com monitor LCD e cadeira com rodas.
Para os lances, os arrematadores terão um valor mínimo estipulado pela equipe da Apae. No ato da compra, o arrematador receberá um contrato e o pagamento poderá ser feito em até seis parcelas, por boleto bancário. As prendas deverão ser retiradas até terça-feira na Apae ou na Fazenda Arco Azul no caso do gado, que será apresentado aos arrematadores pelo telão.
Todas as prendas foram conseguidas graças ao esforço de muitos voluntários. O leilão foi encabeçado por cinco embaixadores: Adir Leonel (pecuarista e o leiloeiro), Armando Antônio Rizatti (Skol), Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Mário Roberto Seixas (posto de combustíveis) e Toni Salloum (empresário). Mais de cem padrinhos colaboraram com o evento. Além das doações, a equipe teve a incumbência de convidar arrematadores para a festa. Diversas autoridades e empresários confirmaram presença.
A Apae contará com mais de 80 pessoas, entre voluntários e contratados hoje. Oito manobristas conduzirão os carros até o estacionamento. A equipe do bufê chegará às 8 horas para preparar o churrasco e começará a servir ao meio-dia frutas diversas, frios e almoço. De sobremesa, haverá doces e sorvetes, além da “ilha de café”, com bebidas e petit fours. Os convites esgotaram.
Um espaço foi montado especialmente para as crianças, com cama elástica, piscina de bolinha, pintura facial, oficinas de artesanato e um mini cinema.
O dinheiro arrecadado com o leilão ajudará a manter as despesas com o atendimento prestado a mais de mil pessoas, como Alex Alves Barbosa, 25, que tem síndrome de Down (leia ao lado). Cada aluno custa em média R$ 400 por mês.