09 de julho de 2026

Conheça o jornal por dentro


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O início de tudo – O dia no Comércio da Franca começa por volta das 7 horas, quando o chefe de reportagem, Leandro Vaz, começa suas atividades - das 5h30 às 7h ele apresenta o Jornal da Manhã juntamente com Everton Lima para a Rádio Difusora. É dele a tarefa de ler todos os jornais do dia, verificar os relatórios com os assuntos tratados na rádio e compilar todas as sugestões enviadas pelos repórteres e pelas fontes oficiais (governos municipal, estadual e federal; associações, entidades, etc). Com tudo em mãos, ele faz uma primeira aposta em quais assuntos serão abordados na edição do dia. Define quem serão os repórteres a produzir as matérias e repassa os assuntos a todos.

Os repórteres – O primeiro turno do corpo de reportagem chega ao jornal por volta das 9 horas. São, ao todo, 20 repórteres. Assim que chegam, conversam com Leandro Vaz para se informarem do que será feito. É neste momento que discutem ideias e caminhos para a execução das pautas. Depois disso, é hora de colocar as mãos na massa. Disparar ligações, visitar pessoas e lugares, pesquisar arquivos e sites, concluir entrevistas e colher o maior número possível de informações.

A edição – Por volta das 10 horas, a editora do Caderno Local, Priscilla Sales, chega à redação. É dela a tarefa de conferir as pautas a serem tratadas no jornal, verificar com cada repórter quais informações já conseguiu apurar e qual abordagem será dada a cada assunto já investigado. Também é ela quem confere se todos os itens que compõem uma boa reportagem estão presentes, como fotos e infográficos.

Às 11h30 é realizada uma reunião. É quando todos os repórteres consolidam o material coletado durante a manhã e enviam um resumo para a editora e o chefe de reportagem. Juntos, decidem quais assuntos serão levados para a reunião de pauta (que será realizada às 13h30), quais serão descartados e quais serão trabalhados mais profundamente. Depois de feita a seleção, Leandro Vaz organiza a pauta do jornal para uma reunião da qual todos os editores participam. É também neste momento que começa o dia de trabalho da editora-executiva Denise Silva. Ela é quem supervisiona tudo o que é feito pela manhã e avaliza as escolhas feitas na seleção da pauta.

A decisão – Às 13h30, começa a reunião mais importante do dia para a elaboração da edição do Comércio da Franca. Numa sala dentro da redação, reúnem-se todos os onze editores do jornal e da rádio. Os assuntos de todos os cadernos do jornal são, então, debatidos e discutidos. É na pauta que surgem novas ideias de abordagem, que eventuais falhas de apuração ficam mais evidentes, que assuntos são descartados ou encaixados para o dia. É durante a reunião que a editora-chefe Joelma Ospedal define a manchete do dia. Ao final da reunião, o jornal está praticamente definido.

Novo turno – Às 13h30 também tem início um novo turno de repórteres. São mais três que entram com a missão de cobrir tudo o que acontece na cidade de relevante no final da tarde e à noite. Se algo sério acontecer, a pauta definida na reunião é derrubada e substituída, inclusive a manchete.

Desenhos – Às 16 horas, os editores de cada caderno desenham as páginas do jornal. São eles que escolhem onde cada matéria vai estar disposta. Definem se haverá infográficos e o tamanho de cada foto. São os chamados diagramas que, a princípio, parecem verdadeiros quebra-cabeças. Com todas as definições, os repórteres são informados a respeito de onde e como estarão dispostas as reportagens por eles produzidas durante o dia. Com base nisso, finalizam os textos e enviam-nos para os editores.

O fechamento – Com os textos em mãos, os editores os leem, verificam se contêm todas as informações discutidas na pauta, se a abordagem é a mesma acertada. Estando tudo correto, eles liberam os textos para publicação. O mesmo é feito com as imagens e com os infográficos, nestes casos, liberados respectivamente pela editora-executiva Denise Silva e pela coordenadora de Artes, Julia Nightingale.

A revisão: processo final - Com tudo liberado, uma página do jornal em miniatura é produzida (ela é cópia fiel da que será impressa na edição do dia) e enviada para a revisão que corrigirá erros de português e eventuais falhas no processo. Uma vez corrigidas, elas são enviadas para a editora-executiva, Denise Silva, que faz mais uma nova checagem, e para a editora-chefe, Joelma Ospedal, que dá o ok final para a publicação. Feito isso em todas as páginas, inclusive a capa, termina o trabalho da redação por volta da meia noite. Enquanto isso começa o serviço de impressão na gráfica. Normalmente, a jornada só é encerrada perto das 3 horas da madrugada, quando o jornal começa a ser distribuído.