O otimismo com aquecimento das vendas a partir de maio é vivido por diversos segmentos, mas alguns setores, impulsionados por datas especiais, apostam todas as fichas para lucrar mais neste ano. A expectativa é a de que a Copa do Mundo, Dia das Mães e dos Namorados provoquem um boom na venda de televisores, celulares, lingeries, móveis, puffs e produtos da linha branca, como fogões, micro-ondas e geladeiras, em 2010.
Com a proximidade da Copa do Mundo, que acontecerá na África do Sul em junho, os comerciantes acreditam que os clientes renovarão os aparelhos televisores para assistirem aos jogos. Elton Alves, gerente da J.Mafhuz, espera incremento de 30% nas vendas do produto. Em períodos comuns, a loja registra saída de até 40 unidades por mês e espera ultrapassar 50 televisões a partir de maio até o fim da Copa. “Estou há 12 anos na loja e a Copa deste ano será a quarta que acompanharei. Os clientes sempre querem trocar a televisão velha para ver os jogos num aparelho melhor, mais moderno”, disse Elton.
A procura por aparelhos celulares para presentear as mães tende a ser maior a partir do próximo mês. A J.Mafhuz pretende vender 500 aparelhos celulares em maio, bem próximo dos mais de 600 vendidos em dezembro passado e mais que em meses sem datas especiais quando vende de 200 a 280 unidades.
A loja da operadora de celulares Oi, no Franca Shopping, também se prepara para o mês das mães com aposta de incremento nos negócios. “Em oito funcionários vendemos R$ 60 mil em aparelhos por mês. Queremos aumentar a quantidade para pelo menos R$ 80 mil em maio (33,4% a mais). O mercado está bem aquecido. As pessoas estão investindo em novos aparelhos e querem novidades em comunicação, como o Ipod”, disse a vendedora Aline Lopes.
NOVIDADES
De olho no maior evento futebolístico realizado no mundo, fábricas de lingerie, moda praia e fitness de Franca resolveram criar adereços alusivos à Copa do Mundo. Apostam em estampas da bandeira brasileira e cores da seleção - verde, azul e amarelo - para aquecer as vendas de tops, conjuntos de lingeries e também peças íntimas masculinas. “Produzimos três mil peças de lingeries com o tema Copa, mil a mais do que o volume fabricado para a Copa de 2006”, disse Sueli Silva, diretora da Frelith, que estima aumento de 30% nos pedidos no próximo mês em relação a maio do ano passado.