09 de abril de 2026

‘Francesas’ fecham o ano em alta na cidade


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EXPANSÃO - Maurício Pansani revela que meta é comercializar 420 carros em 2010

Que seja permitido o trocadilho: 2009 foi o ano da França em Franca, no que diz respeito ao setor de automóveis. Nesse período se consolidaram no mercado representantes de três grandes montadoras francesas, através das concessionárias Dante (Renault), Orleans (Peugeot) e Indépendance (Citröen). Juntas, as lojas fecharam o ano com um saldo de aproximadamente 1,5 mil unidades comercializadas, a maioria zero-quilômetro, apesar de não terem sido revelados os percentuais exatos.

Com um histórico recente na cidade, as concessionárias com escuderias francesas aqui chegaram há menos de um ano e meio e enfrentaram, além da concorrência com outras marcas, um cenário conturbado. Advindas de grupos empresariais com experiência no segmento, abriram suas portas em uma fase arriscada para qualquer tipo de negócio, graças à crise que balançou a economia mundial a partir de setembro de 2008.

Outro ponto em comum é que esses estabelecimentos, que hoje recebem em média 75 clientes por dia e empregam quase 90 profissionais em vendas, oficina e suporte, são um termômetro do crescimento e da diversificação da economia local. Em entrevista à reportagem, todos os gerentes confirmaram que a aposta em Franca foi consequência da expansão e do potencial do município, bem como da procura de francanos pelos produtos das marcas em lojas estabelecidas em Ribeirão Preto.

Há ainda que se considerar que a presença delas aqui marca uma maior expectativa de negócios em segmentos de maior poder aquisitivo.

Enquanto Renault e Peugeot se instalaram respectivamente em setembro e outubro de 2008 (leia mais nesta página), a Citröen abriu suas portas no início de setembro de 2009. Pertencente a uma rede com duas outras unidades em Ribeirão Preto, uma em Araraquara e uma em São Carlos, a concessionária chegou inovando. Localizada na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso e com 15 funcionários, a loja de Franca foi uma das cinco primeiras do País a adotar o novo layout internacional da Citröen.

O feedback mais forte veio no mês de estreia quando foram vendidos 45 carros, com destaque para C3 e C4, cada um respondendo por 15 unidades. O pior período foi em novembro, com apenas 20 vendas, queda que o supervisor Maurício Bueno Pansani atribui a uma antecipação de compra em setembro provocada pelo fim da isenção do IPI. "Esse ano (2009) ainda pe-gamos a rebarba da crise", disse Pansani.

Ele informa que a meta da concessionária para o ano que está começando é incrementar o volume de negócios em 10% e superar a marca de 420 carros co-mercializados. A expectativa é a-limentada pelos lançamentos de dois veículos, pelo investimento em campanhas de taxa zero de juros e por promoções na venda de acessórios. "A Citröen pretende entrar com força em campanhas a partir de janeiro", disse.