09 de julho de 2026

Documentação emperra indenizações de famílias


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À ESPERA - Maurício dos Santos e sua mulher no cômodo alugado enquanto esperam indenização da Prefeitura

Três meses depois da enchente que atingiu duas casas no Jardim Palmeiras, moradores ainda não receberam o valor da desapropriação de seus imóveis. O motivo é que os documentos estão irregulares. Maurício dos Santos, 59, é um dos proprietários e está morando em um cômodo na Vila São Sebastião em Franca. Maurício é deficiente físico e paga R$ 100 de aluguel com o dinheiro que recebe de pensão. “É muita angústia ver que antes tinha uma casa e hoje estou nesta situação”.


A comerciante Adriana França, 28; o marido Itamar França, 39, e os quatros filhos do casal moravam na segunda residência que também foi desapropriada. Ela tinha uma loja de roupas na frente da casa, de onde tirava uma outra renda para ajudar nas despesas. Com a enchente perdeu tudo. A família continua morando em uma escola infantil no Jardim Palmeiras. “Já entregamos a documentação e agora estamos esperando. Falaram que em 30 dias estaria tudo resolvido e até agora nada”.


O Departamento Jurídico da Prefeitura confirmou que recebeu a documentação dos moradores. Como os proprietários não tinham escrituras das casas, o processo de desapropriação não pode ser concluído no prazo de 30 dias. A documentação está sendo regularizada nos cartórios de registros de imóveis e no cadastro físico da Prefeitura, só então será possível o pagamento da indenização por desapropriação.