10 de julho de 2026

Guardas de Franca portarão armas de choque não letais


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SEGURANÇA - O secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, disse que toda a documentação para a compra do equipamento está nas mãos do prefeito Sidnei Rocha

A Prefeitura de Franca deu início ao processo para comprar armas não letais para a Guarda Civil Municipal. Serão 30 tasers - armas de choque com alcance de sete metros - que devem custar em torno de R$ 90 mil. O dinheiro é do Ministério da Justiça e foi repassado ao município através de um convênio no valor de R$ 250 mil assinado há quatro meses. O restante da verba será empregado na compra de três viaturas para a Guarda - dois veículos Parati e uma Blaser.


De acordo com Sérgio Buranelli, secretário de Segurança e Cidadania, a documentação para a compra do equipamento está nas mãos do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) aguardando liberação. “Assim que ele autorizar, os papéis serão enviados a um despachante aduaneiro em Brasília que fará a importação dos tasers dos EUA. O dinheiro já está na conta do município”, explicou Buranelli.


Ainda não há uma previsão para que o armamento comece a ser utilizado em Franca. A cidade conta hoje com 59 guardas, responsáveis pela segurança de prédios públicos como prontos-socorros, paço municipal e pátio de veículos. “60% da tropa estarão usando a arma”, disse o secretário. Buranelli aproveitou para enumerar os benefícios do equipamento. “Ela tem alcance de sete metros do alvo e não é letal. Em um confronto, quando o indivíduo estiver agressivo, recebe descarga de choque, cai e o guarda pode trabalhar para imobilizá-lo”.


O EQUIPAMENTO
Os tasers M26 que a Prefeitura de Franca planeja comprar custam em média US$ 1,8 mil, o equivalente a R$ 3 mil. São armas para uso exclusivo de órgãos de segurança e sua utilização deve ser autorizada pelo Ministério da Justiça.


De forma simplificada, o taser é uma pistola de ar comprimido que, ao ser acionada, lança dois dardos (eletrodos) que se mantêm conectados à arma por fios. Seu alcance é de sete metros. O choque provocado pelo contato dos dardos “voadores” é capaz de atordoar e imobilizar a vítima, mas não mata. “Já é utilizado com sucesso pela Guarda Municipal na cidade de Guaíra e vemos cada vez mais corporações optando por armas não letais”, disse Buranelli.