Cláudia Llosa tem 33 anos e nasceu em Lima. Seu nome de família a liga a vários intelectuais peruanos. O mais brilhante deles é seu tio, o escritor e jornalista Mário Vargas Llosa. Ela se tornou conhecida do público internacional no ano passado ao participar do Festival de Cinema de Berlim com La teta asustada. Era a mais jovem cineasta selecionada ao longo da história da mostra. Ao ser premiada com o Urso de Ouro, de muita expressão e importância no meio cinematográfico, foi lembrada de novo como recordista. Na história da premiação ninguém com sua idade havia ganhado o ‘urso’. Cláudia voltou para o Peru em estado de graça, pois não só os jurados a haviam aplaudido, também o público e a crítica tinham acolhido seu segundo filme de forma entusiasmada. O primeiro, de 2006, fora Madeinusa, que ela não inscreveu em nenhum evento, mas foi elogiado pelos jovens cineastas argentinos, com quem, dizem alguns críticos, ela se identifica. Mas o espectador atento verá em La teta asustada alguma influência espanhola do mais inequívoco Buñuel em imagens impactantes : boneca enterrada no jardim, pomba branca ferida de morte, cães vadios, colar de pérolas arrebentado, noivas, escadas, carros, caixões e aquela atmosfera de sombrio surreal.
Para viver Fausta, Cláudia convidou a atriz que havia feito a protagonista de Madeinusa, Magaly Soler. Ela dá um banho de interpretação. La teta asustada foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Pode levar a estatueta para os Andes.